quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Haverá Espíritos em pátria exclusiva?



    Existem ainda muita duvida, na estância mental de muitos Seres humanos (espíritos encarnados), no que concerne à existência dos Espíritos, mas se encontramos como causa primária a ignorância acerca da natureza deles, temos também que reter das enumeras investidas de colocações sem nexo acerca da tematica  de alguns protagonistas seguidores acérrimos , mas que apenas lançam o arauto da mistificação pela falta de bom senso e razão , nas suas asservativas.
   Por muito que sejam reconhecidos seus nomes, é preciso meditar no que se afirma, porque muito do descrédito do espiritismo, aparece devido a visões personalizadas e pessoalizadas, sem acerbo de prova e fora do Controle Universal dos Espìritos.
   .A maior perigosidade está que enumeras falanges de irmãos, perante vozes de capa doutorada, se fazem seguidores dessas ideias, porque visionam nesses feudos, o espelho da enormidade do conhecimento e isso , transborda na cegueira, porque mesmo sem conhecimento de causa elas aceitam de corrediça facilmente, tudo que venha devido à imagem criada por os tribunos de estandarte do espiritismo.
   O Espiritismo não precisa de contos de fada , para que se torne reconhecido.
  Ele precisa isso sim, de bom senso e razoabilidade, para que a sua simplicidade de principios , não seja devassada, por incúria do proselitismo.
   Os espíritos não tem pátria exclusiva, é preciso que se perceba uma vez por todas, cada um de nós sendo espíritos em busca de evolução, teremos o espaço afinizado por  nossas escolhas, por nossas necessidades de crescimento ou por imposição da lei, devido a permanência  renitente em determinado posicionamento , o qual leva a imposição compulsória.
  As cidades luz, os Países de exclusividade espírita, não podem dar desculpa à violência neles existente , aludindo a espiritos de outros Países, mas pura e simplesmente a reencarnações de escolha e de afinidade perene das faculdades e estagios de alma que os mesmos buscam, para num Universo de causa e efeito se assumirem na caminhada.
  A reencarnação, antes de ser uma simples questão doutrinária, revitaliza, sua base alicerçada, nos ensinamentos do Cristo e na própria Bíblia, e claro provada pela ciência perante o estudo profundo e lúcido do fenômeno reencarnatório..
  Não podemos esquecer na Terra que os filhos são companheiros que retomam temporariamente ao convívio, para se reajustarem conosco, necessitados assim como nós mesmos, de amor, cuidados e ensinamentos, no que se refere ao trabalho de regeneração, com bases na Lei Divina.
  A  reencarnação retém o compromisso entre pais e filhos, amigos e outros.
 Apresenta-nos as tristezas e alegrias,tudo porque a Terra, sendo local de provas e expiações é ponto de encontro para se aperfeiçoar, reter , amar e agradecer.
 Aprender a ser justos, doar, trabalhar e abreviar noções de justiça, fraternidade e disciplina no bem, com altruismo e esperança, ser fraterno em toda a amplitude.
Francisco Candido Xavier tem nesta mensagem uma longividade que faz bem presente a ideia de uma realidade, que muitos não querem enxergar, vejamos;
No instituto da reencarnação, desse modo, transportamos conosco, seja onde for, as oportunidades do presente e os débitos do passado. É assim que os ricos de hoje, enquistados na avareza e no egoísmo, voltarão amanhã no martírio obscuro dos pobres, para conhecerem, de perto, as garras do infortúnio e as duras lições da necessidade; e os pobres, envenenados de inveja e ódio, retornarão no conforto dos ricos, a fim de saberem quanto custam a tentação e a responsabilidade de possuir; titulados distintos do mundo, quais sejam os magistrados e os médicos, quando menosprezam as concessões com que o Senhor lhes galardoa o campo da inteligência, delas fazendo instrumento de escárnio às lutas do próximo, ressurgirão no banco dos réus e no leito dos nosocômios, de modo a experimentarem os problemas e as angústias do povo; filhos indiferentes e ingratos tornarão como servos apagados e humildes no lar que enlameiam, e recolhendo nos descendentes os frutos amargos da criminalidade e do vício que cultivaram com as próprias mãos; mulheres enobrecidas que fogem ao ministério familiar, provocando o aborto delituoso pela fome de prazer, reaparecerão enfermas e estéreis, tanto quanto homens válidos e robustos, que envilecem a vida no abuso das forças respeitáveis da natureza, ressurgirão na ribalta do mundo, carregando no próprio corpo o desequilíbrio Não te esqueças, portanto, de que o bem é o crédito infalível no livro da eternidade, e recorda que o "depois" será sempre a resultante do "agora". Todo instante é recurso de começar o melhor.
 Todo dia é tempo de renovar o destino.
Não deixes, assim, para amanhã o bem que possa fazer. Faze-o hoje.” Emmanuel

  O Espírito reencarna, afim de aurir dos desígnios divinos, não por mera quimera paisagista, por estato social, mas porque traz uma missão só sua e outra para com o próximo, seja!
  Vem participar e parttilhar na obra da Criação, ganhar novas valências e restabelecer outras que tinham ficado por fazer através da provação, resgastar as fragilidades,procurar a sua evolução moral, espiritual e intelectual.
  Se o Espírito reencarna tantas quantas vezes necessárias num mesmo mundo, o qual partilha por afinidade do seu nivel moral evolutivo, pode fazê-lo noutros mundos identicos, sendo que estará sempre dentro do valor das suas carências de crescimento e de renovação.

  Não se retira a possibilidade de poder vir , em situação de missão, baixando a um plano de padrão menor, mas com um unico intuito de ajudar outros a avançarem mais depressa, com seu apoio, pela vontade do Pai maior,  " Nascer, Morrer, Renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei "
Observando atentamente o contido no Livro dos Espíritos, exatamente no último parágrafo dos Prolegômenos, não tenho qualquer dúvida quanto ao que se afirma, pois entre as diversas personalidades do mundo maior, citadas como participantes ativos da obra, está alguém que se denomina simplesmente como O Espírito da Verdade, conforme segue:
“Lembra-te de que os Bons Espíritos só dispensam assistência aos que servem a Deus com humildade e desinteresse e que repudiam a todo aquele que busca na senda do Céu um degrau para conquistar as coisas da Terra; que se afastam do orgulhoso e do ambicioso. O orgulho e a ambição serão sempre uma barreira erguida entre o homem e Deus. São um véu lançado sobre as claridades celestes, e Deus não pode servir-se do cego para fazer perceptível a luz.”
Revista Espírita 1864, págs. 399, O Espírito de verdade, sob o título; Comunicação Espírita nos afirma:
"Há várias moradas na casa de meu Pai, eu lhes disse há dezoito séculos. Estas palavras o Espiritismo veio fazer compreendê-las.
E vós, meus bem-amados, trabalhadores que suportais o ardor do dia, que credes ter a vos lamentar da injustiça da sorte, bendizei vossos sofrimentos; agradecei a Deus que vos dá os meios de quitar as dívidas do passado; orai, não dos lábios, mas do vosso coração melhorado, para vir tomar, na casa de meu Pai a melhor morada; porque os grandes serão rebaixados; mas, vós o sabeis, os pequenos e os humildes serão elevados”.
Revista Espírita 1866, pág. 222, sob o título; Qualificação de Santo aplicada a certos espíritos, ensina:
“ O Espírito que ditou a comunicação acima é, pois, muito absoluto no que concerne a qualificação de santo, e não está na verdade dizendo que os Espíritos superiores se dizem simplesmente Espíritos de Verdade, qualificação que não seria senão um orgulho mascarado sob outro nome, e que poderia induzir em erro se tomado ao pé da letra, porque ninguém pode se gabar de possuir a verdade absoluta, não mais do que a santidade absoluta. A qualificação de Espírito de verdade, não pertence senão a um e pode ser considerada como nome próprio; ela é especificada no evangelho. De resto, esse Espírito se comunica raramente, e somente em circunstâncias especiais; deve-se manter em guarda contra aqueles que se apoderam indevidamente desse título: são fáceis de se reconhecer, pela prolixidade e pela vulgaridade de sua linguagem”.
 item 42- Gênese Capítulo I
      “Demais, se se considerar o poder moralizador do Espiritismo, pela finalidade que assina a todas as ações da vida, por tornar quase tangíveis as conseqüências do bem e do mal, pela força moral, a coragem e as consolações que dá nas aflições, mediante inalterável confiança no futuro, pela idéia de ter cada um perto de si os seres a quem amou, a certeza de os rever, a possibilidade de confabular com eles; enfim, pela certeza de que tudo quanto se fez, quanto se adquiriu em inteligência, sabedoria, moralidade, até à última hora da vida, não fica perdido, que tudo aproveita ao adiantamento do Espírito, reconhece-se que o Espiritismo realiza todas as promessas do Cristo a respeito do Consolador anunciado. Ora, como é o Espírito de Verdade que preside ao grande movimento da regeneração, a promessa da sua vinda se acha por essa forma cumprida, porque, de fato, é ele o verdadeiro Consolador”.
  Meus amigos para terminar,não acreditéis em tudo que um espírito vos, mas testai o que vos proponho;

Prova a experiência que quando um princípio novo deve ter a sua solução, é ensinado espontaneamente em diversos ponto ao mesmo tempo e de maneira, senão na forma, ao menos no fundo. Se, pois, a um Espírito agrada formular um sistema excêntrico, baseado em suas próprias idéias e fora da verdade, podemos estar certos que o sistema ficará circunscrito e cairá ante a humanidade das instruções dadas por toda a parte, como já houve vários exemplos. É essa unanimidade que faz caírem todos os sistemas parciais, nascidos na origem do Espiritismo, quando cada um explicava os fenômenos à sua maneira e antes que fossem conhecidas as leis que regem as relações entre o mundo visível e o invisível.
Tal a base em que nos apoiamos quando formulamos um princípio da doutrina. Não o damos como verdadeiro por ser conforme as nossas idéias; não nos colocamos absolutamente como árbitro supremo da verdade e a ninguém dizemos: "Crede nisto porque o dizemos". Nossa opinião, aos nossos olhos, não passa de opinião pessoal, que pode ser justa ou falsa, desde que não somos mais infalível que qualquer outro. Também não é porque um princípio nos é ensinado que para nós é a verdade, mas porque recebeu a sanção da concordância.
Esse controle universal é uma garantia para a futura unidade do Espiritismo e anulará todas as teorias contraditórias. É aí que, no futuro, será procurado o critério da verdade.
Revista Espírita, abril de 1864


Bibliografia
Francisco Cândido Xavier do Livro: Religião dos Espíritos Emmanuel
Revista Espírita 1864, págs. 399, O Espírito de verdade, sob o título; Comunicação Espírita
Revista Espírita 1866, pág. 222, sob o título; Qualificação de Santo aplicada a certos espíritos
item 42- Gênese Capítulo I
Revista Espírita, abril de 1864
Livro Dos espiritos de Allan Kardec
Livro dos Mediuns de Allan Kardec
Livro Obras Portumas de Allan Kardec


Victor Passos
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