terça-feira, 15 de novembro de 2011

PESQUISAS EM EQM - EXPERIÊNCIAS DE QUASE MORTE

O estudo resultou uma estatística significativa: de cada cinco relatos, um reportou experiência de "quase morte" e mais da metade dos entrevistados disseram que essa foi uma experiência positiva. Um quarto das pessoas teve a sensação de sair do corpo e pelo menos um terço disse ter se encontrado com falecidos
"A maior ofensa que podemos fazer a nossa própria consciência é negar a existência de Deus e desertar da fé." - Francisco Cândido Xavier

Relatos apurados em um estudo do hospital holandês Rijnstate com 344 pacientes que foram reanimados após uma parada cardíaca trazem de volta as discussões sobre a experiência de quase morte.
Pelo menos um de cada cinco entrevistados afirmou ter tido sensações em que se viam entrar em um túnel, flutuar fora do próprio corpo, ver uma luz ou conversar com pessoas falecidas.
Desses 334 pacientes pesquisados, um a cada cinco, reportou experiência de "quase morte"
O estudo resultou uma estatística significativa: de cada cinco relatos, um reportou experiência de "quase morte" e mais de metade dos entrevistados disseram que essa foi uma experiência positiva. Um quarto das pessoas teve a sensação de sair do corpo e pelo menos um terço disse ter-se encontrado com falecidos.



Dr. Raymond Moody Jr. e as suas pesquisas sobre "experiências de quase morte"

Na década de setenta, o Dr. Raymond A. Moody Jr., P.H.D., M.D., ganhou notoriedade com esse tipo de pesquisa, tornando-se mundialmente conhecido. Ele catalogou e classificou relatos de pessoas que estiveram envolvidas no que ele denomina "experiências de quase morte - EQM". À medida que o seu trabalho se tornava conhecido, médicos começaram a enviar-lhe pacientes que eles tinham ressuscitado e que relatavam experiências desse género.
Ao publicar o seu livro "Life After Life" (Vida Depois da Vida), o Dr. Raymond apresenta os resultados de seus estudos, elaborados sobre três categorias de experiências distintas:
1) Experiências de pessoas que foram ressuscitadas depois de terem sido julgadas, consideradas ou declaradas mortas pelos seus médicos;
2) Experiências de pessoas que, no decorrer de acidentes ou doenças ou ferimentos graves, estiveram muito próximas da morte física;
3) Experiência de pessoas que, enquanto morriam, contaram o que se estava a passar a outras pessoas que estavam presentes. Mais tarde, essas outras pessoas relataram-lhes o conteúdo da experiência de morte.
Com base nos dados obtidos, o Dr. Raymond tenta, teoricamente, construir um breve "modelo" do que seria umaEQM.
"Um homem está morrendo e, quando chega ao ponto de maior aflição física, ouve seu médico declará-lo morto. Começa a ouvir um ruído desagradável, um zumbido alto ou toque de campainhas, e ao mesmo tempo se sente movendo muito rapidamente através de um túnel longo e escuro. Depois disso, repentinamente encontra-se fora do seu corpo físico, mas ainda na vizinhança imediata do ambiente físico, e vê o seu próprio corpo à distância, como se fosse um espectador. Assiste às tentativas de ressurreição desse ponto de vista inusitado num estado de perturbação emocional.
"Depois de algum tempo, acalma-se e vai-se acostumando à sua estranha condição. Observa que ainda tem um "corpo", mas um corpo de natureza muito diferente e com capacidades muito distintas das do corpo físico que deixou para trás. Logo outras coisas começam a acontecer. Outros vêm ao seu encontro e ajudam-no. Vê de relance os espíritos de parentes e amigos que já morreram e aparece diante dele um caloroso espírito de uma espécie que nunca encontrou antes - um espírito de luz.
"Este ser pede-lhe, sem usar palavras, que reexamine sua vida, e ajuda-o mostrando uma recapitulação panorâmica e instantânea dos principais acontecimentos de sua vida. Em algum ponto encontra-se chegando perto de uma espécie de barreira ou fronteira, representando aparentemente o limite entre a vida terrena e a vida seguinte. No entanto, descobre que precisa voltar para a Terra, que o momento da sua morte ainda não chegou. Nessa altura oferece resistência, pois está agora tomado pelas suas experiências no após-vida e não quer voltar. Está agora inundado de sentimento de alegria, amor e paz. Apesar dessa atitude, porém, de algum modo se reúne ao seu corpo físico e vive.
"Mais tarde tenta contar o acontecido a outras pessoas, mas tem dificuldade em fazê-lo. Em primeiro lugar, não consegue encontrar palavras humanas adequadas para descrever esses episódios não-terrenos. Descobre também que os outros caçoam dele, e então pára de dizer essas coisas. Ainda assim, a experiência afecta profundamente sua vida, especialmente as suas opiniões sobre a morte e as relações dela com a vida.




Lições da Luz
No seu livro, Lições da Luz, outro grande pesquisador de experiências de quase-morte (EQM), o professor americano Kenneth Ring reúne diversos relatos de homens, mulheres e crianças que passaram por esse momento e extrai desse material o que considera seus insights essenciais, a partir dos quais os que nunca vivenciaram algo parecido pudessem colher conhecimentos práticos para melhorar sua vida.

Efeito positivo sobre as vidas

Uma coisa é certa: quase todas essas pessoas que foram trazidas desses encontros estreitos com a morte reavaliam seus conceitos sobre a vida e mudam significativamente o seu jeito de ser. Insistem sobre a importância de tentar cultivar o amor pelos outros, amor de uma espécie única e profunda. Outros, ainda, acentuam a importância de buscar o saber, pois entendem que a aquisição do conhecimento continua no além-vida.

Alguns depoimentos recolhidos pelo Dr. Moddy

No hospital

"Assisti-os a ressuscitarem-me lá de cima! O meu corpo estava deitado lá em baixo, esticado na cama, bem à vista, e todos eles estavam em volta. Ouvi uma enfermeira dizer: “Meu Deus! Ele foi-se!”, Enquanto outra se abaixou para me fazer ressuscitar respirando boca a boca. Eu estava olhando para a sua nuca, enquanto ela fazia isso. Nunca me esquecerei de como era o cabelo dela, cortado curto, meio rente. Bem, aí vi-os rolarem para o quarto aquela máquina e colocarem eléctrodos no meu peito. Quando deram o choque, vi todo o meu corpo pular na cama e ouvi todos os ossos do meu corpo estalarem. Foi a coisa mais terrível!”

Acidente

"Eu podia ver o meu próprio corpo todo esbandalhado no carro no meio de toda a gente que se reuniu em torno, mas, sabe, não me despertava nenhum sentimento. Era como um ser humano totalmente diferente, ou talvez apenas um objecto... Sabia que era o meu corpo, mas não sentia absolutamente nada em relação a ele."
"Chegava gente de todas as direcções para olhar os destroços. Eu podia ver e estava no meio de uma passagem estreita mesmo. De qualquer forma, eles passavam por mim e pareciam não me notar. Continuavam andando com o olhar em frente. Quando se aproximavam muito eu tentava fazer a volta, sair do caminho, mas eles apenas passavam através de mim."

Tentativa de suicídio

"Não fui para onde estava minha esposa (já falecida). Fui para um lugar terrível... Imediatamente, vi o engano que tinha cometido... Pensei: “Gostaria de não ter feito isso".
"Enquanto estava lá tive a sensação de que as duas coisas que me eram completamente vedadas fazer seriam matar-me ou matar outra pessoa (...) Se estivesse para cometer suicídio, estaria lançando a dádiva de Deus directamente de volta à sua face. (...) Matando outra pessoa, estaria interferindo nos propósitos de Deus para com aquele indivíduo".

Voltando

Ouvi uma voz, não uma voz de homem, mas como se viesse de além dos sentidos físicos, dizendo-me o que devia fazer - voltar -, e não senti nenhum medo ao voltar para o meu corpo físico".


Encontro com o Ser de Luz

"Levantei-me e fui até ao vestíbulo beber água, e foi então, como eles descobriram mais tarde, que o meu apêndice supurou. Fiquei muito fraco e caí. Comecei a me sentir como que vagando, um movimento do meu ser real para dentro e para fora do meu corpo, e a ouvir uma linda música. Flutuei pelo hall e para fora da porta até à varanda. Lá começou a juntar-se uma névoa cor-de-rosa, parecia quase como uma nuvem, em volta de mim, e aí flutuei através da cerca como se ela não existisse e fui subindo até essa luz pura e clara como cristal, uma luz branca que iluminava. Era linda e brilhante, tão radiante, mas não ofuscava os olhos. Não é uma espécie de luz que se possa descrever na terra. Não cheguei propriamente a ver ninguém nessa luz e, no entanto, ela possuía certa identidade, mesmo. É uma luz de perfeito amor e perfeita compreensão."
" Veio-me à mente o pensamento: “Vós me amais?” Não era bem na forma de uma pergunta, mas acho que a conotação do que a luz disse era: “Se você me ama, volte e complete o que começou na vida”. E durante todo esse tempo eu me sentia como se estivesse rodeado de uma plenitude de amor e compaixão."

(in Consciência Espírita)


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Fernando Leal
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