sexta-feira, 13 de agosto de 2010

CAP. XVII – SEDE PERFEITOS CARACTERES DA PERFEIÇÃO


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO


“Mas eu vos digo: Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos tem ódio, e orai pelos que vos perseguem e caluniam. Para serdes filhos de vosso Pai que está nos céus; o qual faz nascer o seu sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos. Por que se vós não amais senão os que vos amam, que recompensas haveis de ter? Não fazem os publicanos também o mesmo? E se vós saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis nisso de especial? Não fazem também assim os gentios? Sede vós logo perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito.” (1)

O Espiritismo nos ensina que “a Causa Primária de todas as coisas”, (2) Deus, é a Perfeição Absoluta. Perfeição essa que é incompreensível pelo homem no seu atual estágio de evolução, por que “lhe falta o sentido” (3)

Assim sendo, as palavras de Jesus, “Sede vós logo perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito” precisam ser entendidas em seu sentido relativo pois sendo o Criador Perfeito, ele jamais será igualado a não ser que se abandone um de seus atributos, o de ser Único, o que O descaracterizaria.

O Mestre, entretanto, ao pronunciar aquelas palavras, e consciente de que a tarefa de aperfeiçoamento é individual e intransferível, evidenciava a essência da sua revelação aos homens; o meio pelo qual o ser evolui, a revelação de que a vida se rege por amor.

Exortava aos seus discípulos e a todos nós a necessidade de adotar o comportamento que mais o aproxima da natureza Divina, o amor.
“Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos tem ódio, e orai pelos que vos perseguem e caluniam”, ou seja, busquem, sintonizem-se com o bem, com o bom, o belo e coloquem-se assim em condições de exercitar as virtudes que sublimam a emotividade e institui a paz, a fraternidade entre os homens, consubstanciando assim o amor ao próximo, a realidade das Leis Divinas, sendo, portanto, perfeitos como o Pai o é.

A perfeição, portanto, é possível ao homem; perfeição relativa ao seu cabedal, ao seu momento na escala evolutiva, toda vez que o homem age imbuído do sentimento de amor, de caridade, que é o amor em ação.

O Mestre ensinando que o aperfeiçoamento da criatura é infinito não coloca a si mesmo como modelo, embora todos nós, encarnados e desencarnados O tenhamos como o Ser mais perfeito que teve contato conosco.

“Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?”
“Jesus” (4)

(1) Mateus, V: 44-48.
(2) O Livro dos Espíritos – perg.- 01
(3) O Livro dos Espíritos – perg.-10
(4) O Livro dos Espíritos – perg.- 625
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