quarta-feira, 2 de junho de 2010

Médiuns escreventes: mecânico, intuitivo, polígrafo, iletrado, poliglota


No decorrer das experiências o experimentador verificará qual a mediunidade que se desenvolve: se é médium mecânico, ou semimecânico, ou intuitivo, ou polígrafo, ou iletrado, ou poliglota.
Médium mecânico: é aquele cuja mão recebe uma impulsão involuntária e que não tem consciência alguma do que escreve. Estes médiuns são raros.
Médium semimecânico: é aquele cuja mão anda involuntariamente, mas que tem consciência instantânea das palavras ou das frases à medida que escreve. São os mais comuns.
Médiuns intuitivos: são aqueles com quem os Espíritos se comunicam pelo pensamento e cuja mão é guiada pela vontade. Diferem dos médiuns inspirados porque estes últimos não necessitam de escrever, ao passo que o médium intuitivo escreve o pensamento que é sugerido instantaneamente a respeito de um assunto determinado e provocado.
Estes médiuns são muito comuns mas estão muito sujeitos a erros, porque às vezes não podem discernir o que provém dos Espíritos e o que deles vem.
Médium polígrafo: é aquele cuja escrita muda conforme o Espírito que se comunica; ou que é apta para reproduzir a escrita que o Espírito tinha quando encarnado. O primeiro caso é muito comum; o segundo, o da identidade da escrita é mais raro.
Médium iletrado: escreve como médium, sem saber ler nem escrever.
Médium poliglota: é o que tem a faculdade de escrever ou de falar em idiomas que ignora. São raríssimos.
Dissemos que a mediunidade mecânica é rara, e por isso mesmo interessantíssima.
Stainton Moses foi um grande médium mecânico. É assim que por muito tempo ele sustentava discussões com Espíritos que escreviam pelo seu braço; enquanto ele lia um livro qualquer.
Infelizmente não tivemos ainda a felicidade de encontrar um médium mecânico escrevente.
Já trabalhamos com um médium mecânico-falante, que fez parte do nosso núcleo.
Encontramos também médiuns iletrados escreventes.
Uma senhora, com quem experimentamos uma vez, e que por sinal era muito incrédula, a ponto de julgar que tudo findava com a morte, nos veio pedir uma sessão, em que ela própria serviu de médium por insistência nossa. Era nosso intuito cultivar essa médium, que se poderia desenvolver muito bem, mas foram tais as caraminholas que lhe puseram na cabeça, que nunca mais voltou à nossa casa!
Outra, sempre atarefada com serviços domésticos, não quis dispor de uma hora todos os dias para o desenvolvimento do seu dom e exercício de sua missão.
Temos encontrado diversos médiuns semimecânicos. Nesta mediunidade, embora tenha o médium consciência do que escreve, à medida que vai escrevendo sente andar involuntariamente a sua mão.
Estes médiuns fazem narrações de fatos que lhes são inteiramente desconhecidos e, quando bem desenvolvidos, prestam ótimo serviço à causa da imortalidade. Com estes intermediários dos Espíritos temos obtido muitas provas de identidade de comunicantes invisíveis.
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