terça-feira, 29 de março de 2011

Mediunidade e Fenomenos Espiritas

Victor Manuel P. Passos

Sumário: .1.Introdução .2.Citações .3.Conceitos de Fluidos .4.Historico Cronológico 4.1. Hydesville a Kardec 4.2. Mesas Girantes 4.3. O Codificador do Espiritismo . 5. Fluidos .6. Fluidos no magnetismo .7. Ambiente Fluidico .8.Perispirito .9.Mediunidade 9.1. Algumas definições de mediunidade 9.2. Objetivos da mediunidade 9.3. Mediunidade, passado e presente .10.Fenomenos Espiritas 10.1.Fenómenos de mediunidade e animismo .11. Tipos de Fenómenos.13. Conclusão. 14. Bibliografia Consultada.

1. Introdução

A Mediunidade, os fenómenos e Espiritismo são termos distintos, porém relacionados entre si.

A sua importancia, objetivos e ligação com elo espiritual. As influências fluidicas, o seu meio e interferências no mesmo,bem como a sintonia , são fatores de relevada importância ao nivel da comunicação , entre este plano fisico e o espiritual.

Claro falamos de espiritos encarnados e desencarnados, dos fenomenos proporcionados pelo espirito e sua contribuição para a credibilidade da vida para além da morte.

2. Citações

Ø Allan Kardec,” a Mediunidade é uma faculdade dos médiuns, e, no Livro dos Médiuns consta que a palavra “médium” vem do Latim (medium), significando “meio” ou “intermediário”, ou seja, médium é pessoa que pode servir de intermediária entre os dois planos da vida, isto é, entre os espíritos e os homens”.

Ø G. M. Ney ,”Mediunidade é a faculdade dos médiuns ou sensitivos de serem “meio” aos fenômenos paranormais “ .

Ø L. Palhano Júnior,”Mediunidade é a faculdade que têm as pessoas (médiuns), em maior ou menor grau, de receber comunicações ou perceber os espíritos ou o Mundo Espiritual”.

Ø Francisco .C. Xavier ,”A mediunidade pode manifestar-se através da pessoa absolutamente inculta, mas os bons espíritos são de parecer que todos os médiuns são chamados a estudar a fim de servirem com mais segurança”.

3. Conceitos

Fluido,é um termo genérico empregado pata traduzir a característica "das substâncias líquidas ou gasosas ou de substância, que corre ou se expande à maneira de um liquido ou gás; fluente". Menciona-se como sendo a fase não sólida da matéria, a qual pode se apresentar em quatro fases: pastosa, líquida, gasosa e radiante, tendo sido esta ultima exibida à Ciência pelo sábio inglês Sir William Crookes.

No Espiritismo o termo fluido, tal como foi aceite por Allan Kardec, pelos Espíritos, não se limita a tão limitada definição. O fluido é tudo quanto influi à matéria, da mais grosseira à mais cristalina, alterando em multíplice ilimitada a fim de atender a todos os imperativos físicas, químicas e inclusive essenciais daquela, bem como de sua intermediação entre os termos material e espiritual. É o fluido não apenas algo que se move, mas a essência desses líquidos, gases e de todas as matérias, inclusive aqueles ainda inapreensíveis por nossos órgãos físicos ou mesmo psíquicos.


Fluido Cósmico Universal - O FCU ou Fluido Cósmico Universal foi o nome dado pelos Espíritos ao fluido elementar imponderável que serve como intermediário entre o Espírito e a matéria .O fluido universal é a matéria básica essencial de todo o Universo material e espiritual, a matéria elementar primitiva. É altamente influenciável pelo pensamento (que é uma forma de energia), podendo se modificar, assumir formas e propriedades particulares. A ação do Pensamento Divino sobre o fluido universal deu origem às nebulosas, aos sistemas estelares, aos planetas e astros. É nessa matéria fluídica que o Deus adimple o plano existencial. O fluido universal atesta todo o espaço existente entre os mundos. Por meio dele percorrem as ondas do pensamento, do mesmo modo que as ondas sonoras se projetam na camada atmosférica.

Fluido Vital - O fluido vital, também chamado de princípio vital, é uma forma modificada do fluido cósmico universal. Ele é o elemento básico da vida.

Vida aqui considerada no sentido atribuído pela ciência, que se caracteriza pelos acontecimentos do nascimento, crescimento, reprodução e morte. Nessa divisão, evidentemente, não se incluem os Espíritos, porque não atendem, às duas últimas condições - reprodução e morte. Em Gabriel Delanne (A Evolução Anímica) vamos encontrar literalmente: “a alma não é vivente”, porque seja mais e melhor: - tem “existência integral”.

Em “A Gênese”, Kardec assevera que “pela morte, o princípio vital se extingue”. Realmente é a vivência, ou não, de fluido vital que distingue um corpo vivo de outro sem vida. A diferença entre uma árvore viva e um pedaço de madeira é justamente a presença do fluido vital na primeira e sua ausência na segunda. Quando nascesmos, trazemos uma certa quantidade de fluido vital, o nosso corpo precisa ser invariavelmente abastecido deste fluido, em razão da sua constante utilização, especialmente no metabolismo. É, contudo, característica dos seres vivos a capacidade de produzir fluido vital, ininterruptamente, a partir do fluido cósmico universal, como também a capacidade de absorvê-lo espontaneamente, a partir dos próprios alimentos. Uma outra possibilidade de absorção do fluido vital é através da transfusão fluídica. Kardec refere claramente essa possibilidade quando afirma que: “O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro”. É justamente essa propriedade, característica do fluido vital, um dos fundamentos em que se baseia o passe.

Allan Kardec diz-nos ainda que: “A quantidade de fluido vital não é a mesma em todos os seres orgânicos: varia segundo as espécies, e não é constante no mesmo indivíduo, nem nos vários indivíduos de uma mesma espécie.”

Realmente, na infância, a capacidade de processar o fluido cósmico para a produção do fluido vital é muito acentuada. Essa capacidade se mantém mais ou menos inalterada durante a juventude, mas a partir de certa idade ela torna-se bastante reduzida, fato este que leva a uma diminuição progressiva da vitalidade do indivíduo, levando ao envelhecimento geral do organismo. A morte ocorre quanto o organismo perde a capacidade de produzir e reter a quantidade mínima de fluido vital - morte natural - ou quando uma lesão mais séria no corpo físico provoca uma taxa de escoamento desse fluido em quantidades superiores à sua capacidade de produção - morte acidental. Os seres do mundo espiritual, por não possuírem fluido vital, é que necessitam do nosso concurso, como indispensável, para muitas das tarefas assistenciais a que se propõem.

4. Historial Cronologico

Os fenómenos mediúnicos são tão antigos na Terra quanto a existência dos seres humanos. Os que deram início à Codificação do Espiritismo tiveram lugar no sec. XIX .

4.1. Hydesville a Kardec

Em 1843, numa cabana de madeira, na pequena cidade de Hydesville, no Estado de Nova York, nos E.U.A., um vendedor ambulante de nome Joseph Ryan (citação de Delanne), ou Charles B. Rosma (citação de Arthur Conan Doyle), foi acolhido e assassinado pelos donos, o casal Bell, com a finalidade de o saquear.

O crime,impune mas, daí a algum tempo, começaram a ser ouvidos ruídos e pancadas nos objetos e paredes da casa, inclusive ruido de passos de alguém invisível.

Os proprietários assustados mudaram de casa, por a ver assombrada. Mais famílias residiram lá ,sem que os fenómenos cessassem e, em 11 de dezembro de 1847, John Fox, um pastor metodista, foi para lá residir, com a esposa e suas filhas Margarida, de 14 anos e Catarina, de 11.

Na noite de 31 de Março de 1848, os "raps" (pancadas secas) faziam-se ouvir com persistência, as meninas (que eram médiuns e o deconheciam) convidaram o manifestante a repetir as batidas que elas dariam com as mãos, sendo prontamente acatadas. Elas chamaram a Mãe, Srª Fox e esta analisou o fato e indagou se era alguém humano que dava essas pancadas e se tinha sido assassinado, confirmado de imediato,com o número de batidas acertado. Chamaram os vizinhos para observar ao estranho diálogo de batidas e um deles, Isaac Post, propôs ao espírito que leria em voz alta as letras do alfabeto para que ele abalizasse, com uma pancada, no numero que desejasse para compor palavras.

Descoberta essa forma de comunicação, o espírito informou sobre o seu assassinato naquela casa, 5 anos antes (escavações posteriores permitiram o encontro do esqueleto do vendedor).

4.2. As mesas girantes

Esses fenomenos chamaram à atenção popular que as jovens Fox foram induzidas a fazer comprovações de mediunidade diante de examinadores especiais, formados para examinar os acontecimentos e, em 1850, já se contavam milhares de norte-americanos (alguns ilustres e renomados), que acreditavam nos fenomenos, praticando muitos deles esse intercambio.

Os fenomenos alastraam-se pela Europa, evoluindo até criação das mesas girantes. Consistia na reunião de pessoas à volta da mesa de 3 pés, questioando e os espíritos replicavam com pancadas. Essa prática virou moda e chegou aos salões de Paris, onde morava Hyppolite Léon Denizard Rivail, admirável educador francês, discípulo de Pestalozzi.

4.2. O Codificador do Espiritismo

Obsequiado a presenciar os fenomenos, de início o Sr. Rivail não se preocupou pelo que parecia ser meramente uma diversão social. Analisando-os, porém, percebeu que eram devidos a uma causa inteligente. Pesquisando mais, averiguou que os espíritos manifestantes não eram todos iguais em conhecimento e moralidade mas suas informações sempre eram valiosas, como as dos viajantes que nos relatam o que puderam ver e sentir dos países de onde vieram.

Persistindo em seus estudos, revisou cinquenta cadernos de escritos mediúnicos (que já tinham sido escritos), e estabeleceu indagações aos espíritos, chegando a conclusões e revelações fundamentais, que apresentou ao público, inicialmente em "O Livro dos Espíritos" (18 de abril de 1857), seguindo-se o "O livro dos Médiuns" (1861), "O Evangelho Segundo o Espiritismo" (1864), "O Céu e o Inferno" (1865) e a "Gênese" (1868), que constituem o Pentateuco Espírita

Esta organização dos ensinos revelados pelos Espíritos, formulou uma coleção de leis (um código), e Allan Kardec é apelidado "O Codificador do Espiritismo".

Importantes também como detalhes, argumentação e com finalidades de divulgação mais rápida e acessível ao grande público, escreveu o Codificador os livros: "O que é o Espíritismo", "Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita", "Obras Póstumas" enfeixa os escritos e apontamentos seus que deixou inéditos. Na publicação dessas obras, objetivando distinguiu-as das que produzira pelo seu próprio saber como pedagogo e adotou o pseudônimo de Allan Kardec, nome que, conforme revelação feita, usara em encarnação anterior, ainda em solo francês, ao tempo dos druidas.



5. Fluidos


O Princípio e o Fluido Vital


São Luiz 21, respondendo a Kardec, quem nos orienta:

Item 22." Se bem compreendemos o que dissestes, o princípio vital reside no fluido universal; dele o Espírito extrai o envoltório semimaterial que constitui o seu perispírito e é por meio desse fluido que atua sobre a matéria inerte”.

É isso mesmo?

"Sim; isto é, ele anima a matéria por uma espécie de vida fictícia; a matéria se anima pela vida animal (...)".

São Luiz, nos confirma que a vida vem por ação do princípio vital, o qual, por ilação direta, é um "campo". Sendo "princípio" definido como "qualquer das causas naturais que concorrem pata que os corpos se movam, operem e vivam"Item.22, vemos que o princípio vital é o elo propiciador da vida, a "chaves" vital que faz a interligação de um "campo" específico chamado "fluido vital" com elemento(s) proveniente(s) de outro "campo" (Principio Espiritual). É importante dizer que existem, fluidos vitais dispersos, ocultos, acumulados mesmo, nos amplos campos do fluido cósmico, sem que com isso exista vida propriamente dita; é que aí ainda lhe falta o "amoldamento" ou "influência mútua" desses dois campos entre si a qual só se dá ante a proveniência ativa do "princípio vital".

Item.23 .na "A Gênese" Allan Kardec a respeito: "(...) Há na matéria orgânica um princípio especial, inapreensível e que ainda não pode ser definido: o princípio vital. Ativo no ser vivente, esse princípio se acha extinto no ser morto (...)", mais à frente ele afirma: tal princípio é "(...) Um estado especial, uma das modificações do fluido cósmico, pela qual este se torne princípio de vida (...)".

A vida, portanto, como "efeito" decorrente de um agente (princípio vital) sobre a matéria (fluido cósmico), tem, por sustentação, a matéria e o princípio vital em estado de intercâmbio ativo, de forma continua. Reflexo da mesma fonte original - pois "habita" no "fluido magnético animal", que, não é outro senão o fluido vital - tem, no entanto, a condição característica de conduzir ao contato com o princípio espiritual.

Os Espiritos nos prestaram resposta a estas questões;

"Que é feito da matéria e do princípio vital dos seres orgânicos, quando estes morrem?"

Item.25."A matéria inerte se decompõe e vai formar novos organismos. O princípio vital volta à massa donde saiu". Interessante resposta; enquanto a matéria bruta se recomporá através de outros organismos, o princípio vital (matéria sutil) retornará à sua "massa" original (fluido cósmico). O fluido vital, quando o organismo vive, está ativado pelo princípio vital que dá àquele e a todas as suas partes " uma atividade que as põe em comunicação entre si, nos casos de certas lesões, e normaliza as funções momentaneamente perturbadas. Mas, quando os elementos essenciais ao funcionamento dos órgãos estão destruídos, ou muito profundamente alterados, o fluido vital se torna impotente pata lhes transmitir o movimento da vida, e o ser morre.

"(...)A quantidade de fluido vital não é absoluta em todos os seres organicos. (...) Alguns há, que se acham, por assim dizer, saturados desse fluido, enquanto outros o possuem em quantidade apenas suficiente.

"A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se insuficiente para a conservação da vida, se não for renovada pela absorção e assimilação das substâncias que o contêm.

Item.26."O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro"


Ora depois do que se disse do princípio vital, faz-se essencial abordarmos o princípio espiritual, de forma a não se fazer confusão entre ambas as coisas. Esclarecerendo com abonação, procuremos a Codificação:

"Item.5 - São a mesma coisa o principio espiritual e o principio vital?

"(...) Ora, desde que a matéria tem uma vitalidade independente do Espírito e que o Espírito tem uma vitalidade independente da matéria, (.,.) essa dupla vitalidade repousa em dois princípios diferentes.

Item.6 - Terá o princípio espiritual sua fonte de origem no elemento cósmico universal? (...)

"Se fosse assim, o principio espiritual sofreria as vicissitudes da matéria; extinguir-se-ia pela desagregação, como o princípio vital; (...)

Item.7
- Admitindo-se o ser espiritual e não podendo ele proceder da matéria, qual a sua origem? (...)

Item.27 "Aqui, falecem absolutamente os meios de investigação, como para tudo o que diz respeito à origem das coisas (...)".
Então vemos que os Espíritos nos corroboram que ainda não chegamos ao
ponto mais alto, por excelência ou à realização final. Ainda muito, falta ser revelado, averiguado, descoberto, trabalhado. Orientam a nossa inteligência sob vários aspectos, e fornecem-nos um rastro que nos traz lucidez sobre como os materialistas se acham com razão atribuindo á vida uma função puramente maquinal, material; mas não remontam à gênese.

Ora, o princípio vital tendo um sentido ímpar perante a vida, mesmo sendo fruto do fluido cósmico e não do princípio espiritual, torna facil percebermos "a vida". Não poderíamos esperar que o Espírito agisse independente da matéria, quando ele nela se encontra encarnado.


Item.28"O que é nascido da carne, é carne; e o que é nascido do Espírito, é espírito".

A Inteligência, o Espírito propriamente dito, se origina de outro princípio que não é o fluido universal, mas o Princípio Espiritual (ou Princípio Inteligente Universal).
Síntetizando:

Deus: Pai e criador; "inteligência suprema, causa primária de todas as coisas". Dentre essas "todas as coisas" Ele criou:

O Fluido Universal: "fonte" e princípio básico de todos os fluidos, o qual derivou (e continua a gerar) um grande campo:

O Fluido Cósmico: primeira (e talvez única) e maior decorrência do fluido universal, o qual, além de gerar todos os universos, macros e micros, tem dentro de si mesmo um outro campo:

O Fluido Vital: o responsável, sendo "combinado" com o fluido cósmico, ou com outras de suas derivações, através do agente chamado “Principio Vital “segundo padrões muito característicos, da vida.

Tomando Deus, na outra vertente da Criação, aparece:

Principio Inteligente (Universal): "fonte" do "elemento espiritual" que virá a ser o Espírito Imortal; o "interruptor" do PrincipioVital.


6. Fluidos no Magnetismo

Algumas observações feitas por alguns magnetizadores (Deleuze, Aubin Gauthier e Ed. Bertholet), entre outros.
"- O fluido magnético, que se nos escapa continuamente, forma em torno do nosso corpo uma atmosfera. Não sendo impulsionado pela nossa vontade, não age sensivelmente sobre os indivíduos que nos cercam (...) (Observemos como a vontade tem um valor preponderante nas chamadas fluidificações ou influências fluídicas. Por outro lado, como toda regra tem exceção - diz a regra -, casos há em que pela excessiva sensibilidade alguém pode sentir e registrar as emanações fluídicas de uma outra pessoa, sem que seja necessariamente acionado o dispositivo da vontade do emissor; são os sensitivos em ação.)

" - O fluido penetra todos os corpos animados e inanimados.Possui odor, que varia segundo o estado de saúde física do indivíduo, das suas qualidades morais e espirituais, e do seu grau de evolução e pureza. (...) O odor e a coloração do fluido estão na razão direta do estado de evolução da alma ou do Espírito (...) (Portanto, nada de se pensar que apenas as condições físicas interessam à economia fluídica do indivíduo.) è visivel pelos sonambulos como um vapor luminoso, mais ou menos brilhante (...) (Regra geral mas não única.)
O fluido magnético não é o fluido elétrico (...)

". - O fluido se propaga a grandes distâncias, o que depende, entretanto, da qualidade e da força do magnetizador, e igualmente da maior ou menor sensibilidade magnética do paciente. (Por "força do magnetizador" entenda-se "força fluídica" e não física.).E está também sujeito às leis de atração, repulsão e afinidade.Varia de indivíduo a indivíduo

"- A quantidade de fluido não é igual em todos os seres orgânicos, variando segundo as espécies, e não é constante, quer em cada indivíduo, quer nos indivíduos de uma espécie (...)

" - A ligação entre o fluido magnético e os corpos que o recebem é tão íntima que nenhuma força física ou química pode destruí-lo. Os reativos químicos e o fogo nenhum efeito têm sobre ele (...) (Mas o efeito da moralidade ou da falta dela são incontestáveis.)


7. Ambiente Fluidico

“Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).

O pensamento como sabemos desempenha uma enorme influência nos fluidos espirituais, alterando as suas características. Os pensamentos bons impõem-lhes permitem vibrações elevadas que originam consolo e e bem estar ao influenciado. Em contra partida pensamentos negativos geram a vibrações do mesmo teor da projeção do pensamento, desta forma os fluidos ficam carregados negativamente e provocam mal estar físico e psíquico.

Toda a Pessoa, Família, Comunidade, Nação ou Planeta, encontra-se envolvido por uma atmosfera espiritual fluídica, que varia vibratoriamente, conforme a índole moral dos Espíritos abrangidos.

Na mesma atmosfera fluídica agregam-se espiritos desencarnados com tendências morais e vibratórias por plena afinidade.

Os Espíritos superiores recomendam uma boa conduta, nas relações com a vida, para dessa forma estarmos ao nivel do bem. A amargura, a tristeza e a desânimo aparecem, formando um quadro físico-psíquico deprimente, que pode ser modificado sob a orientação dos ensinos morais de Jesus, mas se for recalcado, os fluidos negativos , trarão espiritos de indole igual.

Item 16 . Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, “A ação dos Espíritos sobre os fluidos espirituais tem conseqüências de importância direta e capital para os encarnados. Desde o instante em que tais fluidos são o veículo do pensamento; que o pensamento lhes pode modificar as propriedades, é evidente que eles devem estar impregnados das qualidades boas ou más, dos pensamentos que os colocam em vibração, modificados pela pureza ou impureza dos sentimentos”).

Allan Kardec - Revista Espírita, Maio, 1867 -“Melhorando-se, a humanidade verá depurar-se a atmosfera fluídica em cujo meio vive, porque não lhe enviará senão bons fluidos, e estes oporão uma barreira à invasão dos maus. Se um dia a Terra chegar a não ser povoada senão por homens que, entre si, praticam as leis divinas do amor e da caridade, ninguém duvida que não se encontrem em condições de higiene física e moral completamente outras que as hoje existentes”.

8. O Perispirito

A estrutura do perispírito varia de mundo para mundo. Quanto mais evoluído é o planeta, mais sutil é o corpo fluídico dos que nele vivem. O perispírito modifica-se de acordo com a evolução do Espírito. Isso se dá por causa da influência do pensamento da entidade, na estrutura molecular do corpo espiritual.

Item18. Allan Kardec, no L.E., - “À medida que o Espírito se purifica o corpo que o reveste aproxima-se igualmente da natureza espírita”.

O perispírito não é uma massa homogênea. Possui órgãos como o corpo físico e centros vitais, por onde são absorvidas as energias espirituais. O perispírito é altamente plasmável. Quando o Espírito está em liberdade, pode mudá-lo de forma pela ação da sua vontade.

O perispírito registra as experiências vividas pela criatura e as envia ao “sensorium comune” do Espírito (que é o próprio Espírito), arquivo definitivo de todas as passagens da entidade pelo processo evolutivo. Ora, os fluidos são os condutores do pensamento do Espírito e que este pode produzir neles as características que lhe agradar, com a força de sua vontade, exercendo sobre a matéria a ação resultante desta atuação. É através do perispírito que se dá essa ação na matéria. Obra, portanto, como um mata-borrão, absorve do meio as emanações fluídicas boas ou más existentes nele. Falo no perispírito porque tem importante papel nos fenômenos psicológicos, fisiológicos e patológicos.

Item. 18- Gênese, cap. XIV, Allan Kardec - “O perispírito dos encarnados é de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, e por isso os assimila com facilidade, como a esponja se embebe de líquido. Esses fluidos têm sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quanto, por sua expansão e por sua irradiação, se confunde com eles”

9. Mediunidade

O que é a mediunidade ?

Mediunidade é a faculdade humana pela qual se estabelecem as relações entre homens e espíritos. É uma faculdade natural, inerente a todo ser humano, por isso, não é privilégio de ninguém. Em diferentes graus e tipos, todos a possuimos. O que ocorre é que, em certos indivíduos mais sensíveis à influência espiritual, a mediunidade se apresenta de forma mais ostensiva, enquanto que, em outros, ela se manifesta em níveis mais sutis.

A mediunidade é, pois, a faculdade natural que permite sentir e comunicar sobre a influência dos espíritos, tentando o intercâmbio e a comunicação entre o mundo físico e o espiritual. No fundo a afinidade entre os encarnados e os desencarnados, permitindo uma percepção de pensamentos, vontades e sentimentos. O Espiritismo vê a mediunidade como uma oportunidade de servir, de praticar a caridade, sendo uma benção de Deus .

A mediunidade dá ao homem a previsão de seu futuro espiritual e, o descrição daqueles que o precederam na passagem à erraticidade, trazendo informações, orientações de equilíbrio e o ensejo de restaurar o caminho pelas lições que absorve do contato mantido com os desencarnados. Assim, possui uma finalidade de alta importância, porque é graças a ela que o homem se conscientiza de suas responsabilidades de espírito imortal.

9.1 Algumas definições de mediunidade

Digamos, antes de tudo, que a mediunidade é inerente a uma disposição orgânica, de que qualquer homem pode ser dotado, como da de ver, de ouvir, de falar. ( ... )


A mediunidade é conferida sem distinção, a fim de que os Espíritos possam trazer a luz as todas as camadas, a todas as classes da sociedade, ao pobre como ao rico; aos retos, para os fortificar no bem, aos viciosos para os corrigir. ( ... )


A mediunidade não implica necessariamente relações habituais com os Espiritos superiores. É apenas uma aptidão para servir de instrumento mais ou menos dúctil aos Espíritos, em geral. ( ... ) (Allan Kardec em o Evangelho Segundo o Espiritismo)

A mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santamente, religiosamente. ( ... ) (Allan Kardec em E.S.E.)

A faculdade mediúnica é uma propriedade do organismo e não depende das qualidades morais do médium; ela se nos mostra desenvolvida, tanto nos mais dignos, como nos mais indignos. Não se dá, porém, o mesmo com a preferência que os Espíritos bons dão ao médium. (Allan Kardec em O que é o Espiritismo)

( ... ) é um dom de Deus, que se pode empregar tanto para o bem quanto para o mal, e da qual se pode abusar. Seu fim é por-nos em relação direta com as almas daqueles que viveram, a fim de recebermos enslnamentos e iniciações da vida futura. ( ... ) Aquele que dela se utiliza para o seu adiantamento e o de seus irmãos, desempenha uma verdadeira missão e será recompensado. O que abusa e a emprega em coisas fúteis ou para satisfazer interesses materiais, desvia-a do seu fim providencial, e, tarde ou cedo, será punido, como todo homem que faça mau uso de uma faculdade qualquer. (Allan Kardec em O que é o Espiritismo)

A mediunidade ( ... ) é a fonte primordial dos ensinamentos da Doutrina, e suas tarefas constituem, hoje, sem dúvida, importante contribuição, dos espíritas que a ela se dedicam, à consolidação da fé raciocinada e ao retorno, a normalidade, das condlções psíquicas alteradas daqueles que, enleados nas tramas da obsessão disfarçada e tenaz, procuram, agoniados, os centros espíritas, ou são a eles encaminhados. .
A comunicação entre os dois mundos, o corporal, material ou visível e o incorpóreo, imaterial ou invisível, é uma premissa básica do Espiritismo, que seria apenas um espiritualismo irreal e duvidoso, se a negasse ou a repudiasse. ( ... )


( ... ) mediunidade, faculdade orgânica de que são dotadas todas as criaturas, em maior ou menor grau de desenvolvimento. (Allan Kardec em A Gênese)

A mediunidade é uma delicada flor que, para desabrochar, necessita de acuradas precauções e assíduos cuidados. Exige o método, a paciência, as altas aspirações, os sentimentos nobres, e, sobretudo, a tema solicitude do bom Espírito que a envolve em seu amor, em seus fluidos vivificantes. ( ... )


( ... ) a mediunidade é um dos meios de ação por que se executa o plano divino ( ... ). (Léon Denis em No Invisível)

Mercadejar com a mediunidade é dispor de uma coisa de que se não é dono; é abusar da boa-vontade dos mortos, pô-los ao serviço de uma obra indigna deles e desviar o Espiritismo do seu fim providencial. ( ... ) (Léon Denis em No Invisível)

Faculdade orgânica, a mediunidade se encontra, em quase todos os indivíduos, não constituindo patrimônio especial de grupos nem privilégio de castas; é inerente ao espírito que dela se utiliza, encarnado ou desencarnado, para o ministério do intercâmbio entre diferentes esferas de evolução.

A mediunidade tem características próprias por meio das quais quando acentuadas, facultam vigoroso comércio entre homens e Espíritos, entre as criaturas reciprocamente, bem como entre os próprios Espíritos. ( ... )


( ... ) tal faculdade se faz a porta por meio da qual se abrem os horizontes da imortalidade, propiciando amplas possibilidades para positivar a indestrutibilidade da vida, não obstante o desgaste da transitória indumentária fisiológica.


( ... ) sendo um inato recurso do espírito, reponta em qualquer meio e em todo indivíduo, aprimorando-se ou se convertendo em motivo de perturbação ou enfermidade de acordo com a direção que se lhe dê. (Joanna de Ângelis em Estudos Espiritas) ,

9.2.Objetivos da Mediunidade

Existem vários objetivos para a mediunidade. Os quais se adaptam à realidade de cada um, de acordo com as nossas necessidades e vivências. Estou a falar do aprendizado com a mediunidade. Mas entre os principais objetivos, podemos destacar a possibilidade de sermos mensageiros dos bons espíritos, consolando encarnados e desencarnados na grande prática da caridade, embora o maior trabalho fique sempre por conta dos bons espíritos que são enviados de Deus e Jesus. Podemos destacar também a importância da mediunidade nos mostrando, na prática, a nossa realidade de espíritos. Na prática da mediunidade com Jesus, vamos descortinando a nossa realidade espiritual. Vamos convivendo com os Espíritos, de forma tão natural e segura, que com o desenvolvimento da fé raciocinada que a Doutrina Espírita nos ensina fortificamos em nós a idéia da verdadeira vida.

Claro que também dentro dos mesmos objetivos temos o resgate do espólio das consequências boas ou más de suas encarnações, na grande maioria dos médiuns.

No seu mediunato o médium tem oportunidade de praticar os valores cristalizados de forma a dar seguimento às suas escolhas espirituais, assim vai retificando os erros do passado contemporâneo ou distante.

9.3. A Mediunidade, passado e presente

Allan Kardec no cap. XIV do L.M., fala que todo aquele que sente em qualquer grau a presença dos espíritos é por isso mesmo médium. A mediunidade, é uma faculdade natural, inerente ao ser humano, que independe da crença religiosa, existente desde de épocas remotas, foi muitas vezes severamente enleada e corrompida pelos homens.

Nas ancestrais culturas do oriente no Egito Pérsia, Síria e no ocidente na Grécia e Roma, referida nos Vedas e noutros livros sagrados, era dada à mediunidade muito credito e aos que a possuiam, (médiuns) eram considerados Seres privilegiados pelos deuses.

Cognominados como pítons, pitonisas, oráculos, magos, sacerdotes, druidas, etc., eram avidamente sondados em busca da adivinhação dos maiores interesses dos que os procuravam, questões sobre guerras, amor, e futurologia.

A Bíblia, refere-se em varios itens na aparição de anjos, demónios e possessões diversas que marcaram a fenomenologia dessa ocasião, fixando conceitos atávicos e rituais, que ainda hoje vemos. Na Grécia antiga e em outros povos os médiuns atuavam como aconselhadores do reis.

Cristo, detentor de mediunidade e o melhor exemplo da demonstração com quem ela adquire uma maior essência moral e orientação disciplinada que a sua condição de médium de Deus proporciona, promovendo uma inovação na postura moral, nas atitudes e no comportamento do homem, em função da aplicação da Lei do Amor.

A ignorância, no que se refere a mediunidade e os interesses ilegítimos que o fanatismo religioso produzia, deflagraram em perseguições inexoráveis aos médiuns, tanto ao tempo de Jesus quanto na Idade Média, quando ela é achacada de ingerência demoníaca e os médiuns levados ao martírio da fogueira como ocorreu com Joana D’arc.

10. Fenómenos Espiritas

Os fenómenos mediúnicos são universais e sempre existiram, no entanto os espíritas e muitos defensores da explicação mediúnica dos "fenómenos sobrenaturais" ou "paranormais" adotam a data de 31 de Março de 1848 como o ponto inicial das manifestações mediúnicas contemporâneas, alegadamente mais ostensivas e frequentes do que jamais ocorrera, levando muitos pesquisadores a estudarem os fenómenos. No entanto sabemos que as ocorrências envolvendo espíritos existem desde os primórdios da humanidade como veroficamos no item atrás.

O mais antigo código religioso conhecido, os Vedas, afirma a existência dos Espíritos. O legislador Manu se manifesta dizendo: “Os Espíritos dos antepassados, no estado invisível, acompanham certos brâmanes, convidados para as cerimônias em comemoração dos mortos, sob uma forma aérea; seguem - nos e tomam lugar ao seu lado quando eles se assentam”.

Outro articulista hindu declara: Muito tempo antes de se despojarem do envoltório mortal, as almas que só praticaram o bem como as que habitam o corpo dos sannyassis e dos vayzaprastha (anacoretas e cenobitas) adquirem a faculdade de conversar com as almas que as precederam no Swarga (céu, plano celeste); é sinal que, para essas almas, a série de suas transmigrações sobre a Terra terminou.

Desde tempos remotos, os padres iniciados nos mistérios preparam indivíduos chamados faquires para a evocação dos Espíritos e para a obtenção dos mais notáveis fenómenos do magnetismo. A teoria dos hindus sobre os Pitris, (Espíritos que vivem no Espaço depois da morte do corpo).

Os brâmanes tinham as funções consoante o seu grau evolutivo;

Além de comentar os livros dos Vedas, orientavam as consagrações e cumpriam os sacrifícios; no primeiro estato os brâmanes comunicavam com o povo: eram seus dirigentes adjacentes. No grau seguinte era o estagio dos exorcistas, adivinhos, profetas evocadores de Espíritos que, em certos momentos difíceis, eram incumbidos de atuar, de proporcionar os fenómenos, para o Povo.

O Atharva -Veda, era o repositório de conjurações mágicas, que eram lidas por eles..

No ultimo grau, os brâmanes viviam isolados dedicados ao estudo de todas as forças do Universo .

Os Chineses fazem evocação dos Espíritos dos avoengos (antepassados).

Os Egípcios a exemplo enterravam seus mortos com Livro dos Mortos, viveres e utensilios necessarios para a nova estancia vivencial. Os magos dos faraós realizavam prodígios que são referidos na Bíblia;

Na Grécia, a crença nas evocações era geral. Todos os templos possuíam mulheres chamadas pitonisas encarregadas de proferir oráculos, evocando os deuses.

As sibilas romanas, Sacerdotisas( mulheres que possuem poderes proféticos sob inspiração de Apolo) evocavam os mortos, interrogavam os Espíritos, orientavam os Generais, e os negócios antes de serem criados passavam pela aprovação delas.

A Igreja Católica, combateu essas práticas, para si abomináveis, e, portanto, durante a Idade Média, milhares de vitimas foram queimadas sem piedade.

10.1 O que é o fenómeno?

O fenómeno mediúnico tem como característica impactar, chamar a atenção, promover discussão e pesquisa. Uma coisa é o fenómeno mediúnico em si, outra coisa é a visão espírita do fenómeno mediúnico. O simples fato de uma ocorrência mediúnica não quer dizer que seja um fenómeno, ou comportamento, abalizado pela Doutrina Espírita. Assim, temos médiuns em diferentes credos, com opiniões e comportamentos inteiramente desvinculados da orientação espírita que é a mediunidade com Jesus. E o papel da Doutrina Espírita não seria o de criticar esses médiuns, mas de oferecer a conceituação teórica do fenómeno e o procedimento comportamental espírita diante do mesmo.

10.2. A diferença entre fenomeno mediunico e animismo

Fenómeno mediúnico é comunicação entre espíritos e com a presença de entidades desencarnadas no processo. No animismo o fenómeno é provocado pelo espírito encarnado do próprio médium que se manifesta por ele.

Hermínio C. Miranda nos explica;

“Na verdade a questão do animismo foi de tal maneira inflada, além de suas proporções, que acabou transformando-se em verdadeiro fantasma, uma assombração para espíritas desprevenidos ou desatentos. Muitos são os dirigentes que condenam sumariamente o médium, pregando-lhe o rótulo de fraude, ante a mais leve suspeita de estar produzindo fenômeno anímico e não espírita. Não há fenômeno espírita puro, de vez que a manifestação de seres desencontrados, em nosso contexto terreno, precisa do médium encamado, ou seja, precisa do veículo das faculdades da alma (espírito encarnado) e, portanto, anímicas.

Quando Kardec pergunta como é que um espírito manifestante fala uma língua que não conheceu quando encamado, Erasto e Timóteo declaram que o próprio Kardec respondeu à sua dúvida, ao afirmar, no início de sua pergunta, que "os espíritos só têm a linguagem do pensamento; não dispõem da linguagem articulada". Exatamente por isso, ou seja, por não se comunicarem por meio de palavras, eles transmitem aos médiuns seus pensamentos e deixam a cargo do instrumento vesti-los, obviamente, na língua própria do sensitivo.

Reiteramos, portanto, que não há fenômeno mediúnico sem participação anímica. O cuidado que se toma necessário ter na dinâmica do fenômeno não é colocar o médium sob suspeita de animismo, como se o animismo fosse um estigma, e sim ajudá-lo a ser um instrumento fiel, traduzindo em palavras adequadas o pensamento que lhe está sendo transmitido sem palavras pelos espíritos comunicantes.

Certamente ocorrem manifestações de animismo puro, ou seja, comunicações e fenómenos produzidos pelo espírito do médium (Alma) sem nenhum componente espiritual estranho, sem a participação de outro espírito, encamado ou desencontrado. Nem isso, porém, constitui motivo para condenação sumária ao médium e, sim, objeto de exame e análise competente e serena, com a finalidade de apurar o sentido do fenômeno, seu porquê, suas causas e consequências.

Suponhamos, por exemplo, que ante determinada manifestação espiritual um certo médium de um grupo, outro médium do mesmo grupo mergulhe, de repente, em um processo espontâneo de regressão_de_memória. Pode ocorrer que ele passe a 'viver', em toda a sua intensidade e realismo, sua própria personalidade de anterior existência. Apresentará, sob tais circunstâncias, todas as características de uma manifestação mediúnica espírita, como se ali estivesse um espírito desencontrado.

Vamos lembrar, novamente, o ensinamento de Erasto e Timóteo: "A alma do médium pode comunicar-se como a de qualquer outro". E isto é válido para a psicografia e para a psicofonia ou até mesmo para fenómenos_de_efeitos_físicos. Não nos cansamos de repetir que tais fenómenos não invalidam a realidade da comunicação espírita e, sim, a complementam e ajudam a entendê-la melhor.

A fim de que possamos estudar o mundo espiritual, adverte Delanne, precisamos de um instrumento, um intermediário entre as duas faces da vida - o médium.

Como o médium possui uma alma e um corpo, ele tem acesso, por uma, à vida do espaço e, pelo outro, se prende à Terra, podendo servir de intérprete entre os dois mundos. Não deixa, portanto, de ser um espírito somente porque está encarnado”.

Item.200 no "O Livro dos Médiuns", kardec diz; “o desenvolvimento da mediunidade guarda relação direta com o desenvolvimento do indivíduo”. Lembro, o bom médium é aquele que busca a exaltação da sua reforma intima e se fixa no bem, e isso o faz moralmente evoluido! A mediunidade sendo comunicação, teremos que aprender a conviver com a heterogeneidade humana e isto nos dará uma base melhor para o intercâmbio mediúnico. A mediunidade não é apenas para o bom espírito. Ela é neutra em si mesma. Para haver qualquer comunicação mediúnica é necessário aquiescência, ou seja,temos que, em algum momento, permitir que ela ocorra. Esta concessão se dá pelo pensamento, um sentimento, palavra, ideal, que são adequados indutores evocadores.



11. Tipos de Fenómenos

Ø Aparição

( ... ) como é formado de substância etérea, o Espírito, em certos casos, pode, por ato da sua vontade, fazê-lo passar por uma modificação molecular que o torna momentaneamente visível. É assim que se produzem as aparições ( ... ). (A Gênese, cap.14, it.35, p.296-297)

As aparições propriamente ditas se dão quando o vidente se acha em estado de vigília e no gozo da plena e inteira liberdade das suas faculdades. Apresentam-se, em geral, sob uma forma vaporosa e diáfana, às vezes vaga e imprecisa. A princípio é, quase sempre, uma claridade esbranquiçada, cujos contornos pouco a pouco se vão desenhando. Doutras vezes, as formas se mostram nitidamente acentuadas, distinguindo-se os menores traços da fisionomia, a ponto de se tornar possível fazer-se da aparição uma descrição completa. Os ademanes, o aspecto, são semelhantes aos que tinha o Espírito quando vivo. (O Livro dos Médiuns, cap.6, it.102, p.139-140)

O Espírito que quer ou pode realizar uma aparição toma por vezes uma forma ainnda mais precisa, de semelhança perfeita com um sólido corpo humano, de sorte a causar ilusão completa e dar a crer que está ali um ser corpóreo. (Obras Póstumas, P.1, Manifestações dos Espíritos, pg 9)

Ainda que invisível para nós no estado normal, o perispírito é matéria etérea. Em certos casos, o Espírito pode fazê-lo sofrer uma espécie de modificação molecular que o torna visível e mesmo tangível; é como se produzem as aparições - fenômeno que não é mais extraordinário que o do vapor que, invisível quando muito rarefeito, se torna visível por condensação. (O que é Espiritismo, cap.2, it 28, p.159)

Aparição Corporal

Se a aparição corporal é limitada para alguns Espíritos, podemos dizer que, em princípio, ela é variável e pode persistir por tempo mais ou menos longo; que ela pode produzir-se sempre e a qualquer hora. ( ... )" (Elos Doutrinários, cap.A, p.3-44)

Aparição de Defuntos no Leito de Morte

( ... ) Geralmente é o moribundo que vê, em tomo de si, pessoas já falecidas. O fenômeno também pode ser visto por pessoas presentes ou, concomitantemente, pelos vivos e pelos moribundos. É ele uma das provas patentes da sobrevivência. (O Espiritismo à luz dos fatos, Dos fenômenos subjetivos, p.281)

Aparição Tangível

( ... ) Em alguns casos, finalmente, e sob o império de certas circunstâncias, a tangibilidade pode se tornar real, isto é, possível se torna ao observador tocar, palpar, sentir, na aparição, a mesma resistência, o mesmo calor que num corpo vivo, o que não impede que a tangibilidade se desvaneça com a rapidez do relâmpago. Nesses casos, já não é somente com o olhar que se nota a presença do Espírito, mas também pelo sentido tátil. (O Livro dos Médiuns, P2, cap.6, it.104, p.141-142)

Ø Bicorporiedade

( ... ) Isolado do corpo, o Espírito de um vivo pode, como o de um morto, mostrar-se com todas as aparências da realidade. ( ... ) pode adquirir momentânea tangibilidade. Este fenómeno, conhecido pelo nome de bicorporeidade, foi que deu azo às histórias de homens duplos, isto é, de indivíduos cuja presença simultânea em dois lugares diferentes se chegou a comprovar. ( ... )

Tem pois, dois corpos o indivíduo que se mostra simultaneamente em dois lugares diferentes. Mas, desses dois corpos, um somente é real, o outro é simples aparência. Pode-se dizer que o primeiro tem a vida orgânica e que o segundo tem a vida da alma. Ao despertar o indivíduo, os dois corpos se reúnem e a vida da alma volta ao corpo material. Não parece possível, pelo menos não conhecemos disso exemplo algum, e a razão, ao nosso ver, o demonstra, que, no estado de separação, possam os dois corpos gozar, simultaneamente e no mesmo grau, da vida ativa e inteligente. ( ... ) (O Livro dos Médiuns, P.2, cap., it.119 e 121, p.1 56 e 159)

A faculdade, que a alma possui, de emancipar-se e de desprender-se do corpo duurante a vida pode dar lugar a fenômenos análogos aos que os Espíritos desencarnados produzem. Enquanto o corpo se acha mergulhado em sono, o Espírito, transportando-se a diversos lugares, pode tomar-se visível e aparecer sob forma vaporosa, quer em sonho, quer em estado de vigília. Pode igualmente apresentar-se sob forma tangível, ou, pelo menos, com uma aparência tão idêntica à realidade, que possível se toma a muitas pessoas estar com a verdade, ao afirmarem tê-lo visto ao mesmo tempo em dois pontos diversos. Ele, com efeito, estava em ambos, mas apenas num se achava o corpo verdadeiro, achando-se no outro o Espírito. Foi este fenômeno, aliás muito raro, que deu origem à crença nos homens duplos e que se denomina de bicorporeidade. (Obras Póstumas, P.1, Manifestações dos Espíritos, p.56-57)

( ... ) fenômenos de desdobramento do ser humano ( ... ). A alma é imortal, Introd., p.15)

A bicorporeidade é a faculdade, ou dom, que têm certos indivíduos de se apresentarem ao mesmo tempo em dois lugares distintos. (A loucura sob um novo prisma, cap.2, p.111)

Ø Bilocação

Pela denominação genérica de "fenómenos de bilocação· se designam as múltiplas modalidades sob que se opera o misterioso fato do "desdobramento fluídico" do organismo corpóreo. Daí vem que os fenômenos de "bilocação" revestem fundamental importância para as disciplinas metapsíquicas, porquanto servem a revelar que as manifestações "anímicas", conquanto inerentes às funções do organismo físicoquico de um vivo, têm como sede um certo quê qualitativamente diverso do mesmo organismo. Assumem por isso um valor teórico resolutivo, para a demonstração exxperimental da existência e sobrevivência do espírito humano.

Por outras palavras: os fenômenos de bilocação demonstram que no "corpo somático" existe imanente um "corpo etéreo" que, em circunstâncias raras de diminuição vital nos indivíduos (sono fisiológico, sono hipnótico, sono mediúnico, êxtase, deliquio, narcose, coma), é suscetível de afastar-se temporariamente do "corpo somático", durante a existência encarnada. ( ... ) o "corpo etéreo" é suscetível de separar-se temporariamente do "corpo somático", conservando íntegra a consciência de si ( ... ). (Animismo ou espiritismo, cap., p.118)

Bilocação no Leito de Morte

( ... ) A exteriorização, proveniente do corpo do moribundo, de um substância semelhante ao vapor que se condensa e paira sobre o mesmo, tomando-lhe a forma e o aspecto; a vitalização e a animação desta forma, logo que a vida se apaga no organismo corporal; a intervenção de entidades, geralmente familiares e amigos do moribundo, que vêm assistir o Espírito na crise suprema. (Metapsíquica humana, cap.10, p.137)

Ø Clariaudiência

Clariaudiência é a faculdade pela quai a pessoa ouve os Espiritos com nitidez. (Estudando a mediunidade, cap.16, p.92)

Clariaudiência e Clarividência

( ... ) Os termos clariaudiência e clarividência traduzem a facuidade, que algumas pessoas têm, de ouvir o que para os outros é inaudível, e de ver o que normalmente ninguém vê. ( ... ) (No limiar do etéreo, cap., p.69)

Ø Clarividência

( ... ) É um atributo da alma, uma faculdade inerente a todas as partes do ser incorpóreo que existe em nós e cujos limites não são outros senão os assinados à própria alma. O sonâmbulo vê em todos os lugares aonde sua alma possa transportar-se, qualquer que seja a longitude. (O livro dos espíritos, P.2, cap.8, q, 455, p.240)

( ... ) anles de classificar entre os fenômenos teleslésicos um caso de clarividência, é preciso indagar se ele se pode esclarecer por meio de modalidades outras, mediante as quais se verificam os fenômenos telepáticos e também, às vezes, os de "criptomnesia", como, por exemplo, nos de encontro de objetos perdidos, graças a um sonho revelador.

Segue-se dai que, aplicando esia regra às manifeslações da clarividêncla em geral, verificamos poderem ser os fenômenos presumidos de "visão ou percepção supra-normal" reduzidos à transmissão ou leitura de pensamento, e, em parte, a fenômenos de "criptomnesia". (Os enigmas da psicometria)

Sob o nome de clarividência ou lucidez, designa-se a faculdade de adquirir conhecimentos precisos sem o socorro dos sentidos normais e sem leitura de pensamentos. (O ser subconsciente)

Clarividência é a faculdade pela qual a pessoa vê os Espíritos com grande clareza. (Estudando a mediunidade)

Ø Desdobramento

( ... ) é ao mesmo tempo fluídico, sensorial e psíquico (bilocação), deslocando a personalidade consciente do sensitivo para o "corpo fluídico", que então percebe, a distância, o seu próprio corpo somático inanimado e sem vida. ( ... ) (Metapsíquica humana, cap.14, p.230-231)

A lei fundamental do desdobramento é assim enunciada por Mr. Muldoon: "Quando o subconsciente se torna possuído pela idéia de movimentar o corpo físico que se acha impossibilitado de fazê-lo, o corpo astral se deslocará para fora do físico." ( ... ) (Sobrevivência e comunicabilidade dos espíritos, cap.3, p.49)

( ... ) O mecanismo de desdobramento [durante o sono] é simples: o perispírito eleva-se horizontalmente sobre o corpo físico, flutua mansamente na direção da cabeça para os pés e se coloca gradativamente de pé. Um fio prateado continua ligando o perispírito ao corpo físico, qualquer que seja a distância percorrida por aquele. ( ... ) (Sobrevivência e comunicabilidade dos espíritos, p.161)

O desdobramento é uma ação natural do Espírito encarnado que, no repouso do corpo físico, recupera parcialmente a sua liberdade. (Testemunhos de Chico Xavier, Um sonho que se realizou, p.248)

Ø Dupla vista (segunda vista)

"( ... ) O que se chama dupla vista é ainda resultado da libertação do Espírito, sem que o corpo seja adormecido. A dupla vista ou segunda vista é a vista da alma." (O livro dos Espíritos, P .2, cap.8, q.447. p.237)

( ... ) o fenômeno conhecido pelo nome de segunda vista ou dupla vista ( ... ) é a faculdade graças à qual quem a possui vê, ouve e sente além dos limites dos sentidos humanos. Percebe o que exista até onde estende a alma a sua ação. Vê, por assim dizer, através da vista ordinária e como por uma espécie de miragem.

No momento em que o fenômeno da segunda vista se produz, o estado físico do indivíduo se acha sensivelmente modificado. O olhar apresenta alguma coisa de vago. Ele olha sem ver. Toda a sua fisionomia reflete uma como exaltação. Nota-se que os órgãos visuais se conservam alheios ao fenômeno, pelo fato de a visão persistir, mau grado à oclusão dos olhos.

O poder da dupla vista varia, indo desde a sensação confusa até a percepção clara e nítida das coisas presentes ou ausentes. Quando rudimentar, confere a certas pessoas o tato, a perspicácia, uma certa segurança nos atos, a que se pode dar o qualificativo de precisão de golpe de vista moral. Um pouco desenvolvida, desperta os pressentimentos. Mais desenvolvida mostra os acontecimentos que deram ou estão para dar-se. (O livro dos Espíritos, P.2, cap.8, q.455, p.244)

( ... ) é uma faculdade inerente à espécie humana, por meio da qual Deus nos revela a existência da nossa essência espiritual. ( ... ) (Obras póstumas, P.1, A segunda vista,)

O certo é que o fenômeno da dupla vista revela apenas uma faculdade do indivíduo. E, como resultante do estado de libertação da alma, o exercício dessa faculdade tanto pode ser espontâneo como provocado pela ação magnética, pois, ( ... ) o sonambulismo é um desses estados de libertação. (Magnetismo espiritual, cap.27, p.259)

( ... ) a faculdade de [certos indivíduos] verem as coisas distantes, por onde quer que a alma estenda sua ação; vêem, se podemos servir-nos desta expressão, através da vista ordinária; e os quadros que descrevem e os fatos que narram se lhes apresentam como efeitos de uma miragem. ( ... ) (Magnetismo espiritual, cap.27, p.260)

( ... ) é quase sempre natural e espontânea; parece, entretanto, que se produz com mais freqüência sob o império de determinadas circunstâncias: os tempos de crise de calamidades, de grandes emoções, de tudo, enfim, que sobreexcita o moral, que provoca o desenvolvimento. ( ... ) (Magnetismo espiritual, cap.27, p.261)

Ø Ectoplasmia (Ideoplastia)

(...) formação de objetos diversos, os quais, as mais das vezes, parecem sair do corpo humano e tomam aparência de uma realidade material (vestuário, véus, corpos vivos) (Além do Inconsciente)

Ø Escrita automatica

Quando um médium apóia um lápis sobre o papel e sente sua mão escrever sem que ele exerça qualquer ação muscular, dá-se o que os psiquistas chamam escrita automática ou passiva: ela difere quase sempre da escrita habitual do médium. (O psiquismo experimental, P.l, cap3, p.42)

Escrita direta

É esta a expressão empregada para designar a escrita que não é produzida por nenhuma das pessoas presentes. (Fatos Espíritas, Escrita direta, p.43)

Há ainda os médiuns que obtêm a escrita direta; estes, porém, são poderosamente dotados. A escrita direta consegue-se de diversas maneiras: ou em papel colocado sob as vistas do observador, ou oculto; este papel cobre-se instantaneamente pela escrita. (...)

Outra espécie de escrita direta obtém-se com o auxílio de um lápis escrevendo sozinho em papel ou em ardósia. ( ... ) (O Espiritismo, cap.7, p.116)

(...) escrita feita diretamente e pelos Espíritos, sem ação notória de mão, ora porém com utensílios gráficos visíveis (lápis, grafite), ou sem eles. (Hipnotismo e mediunidade, P.2, cap.2, p.l48)

( ... ) [Escrita] em sentido inverso do normal, ( ... ) escrita "especular", que, para ser lida, precisa refletir-se num espelho. ( ... ) (Xenoglossia, Automatismo escrevente, p.9l)

Escrita mediunica

(...) O sensitivo, sob um impulso oculto, traça no papel comunicações, mensagens em cuja redação o seu pensamento e vontade apenas tiveram parte mínima. ( ... ) (Cristianismo e Espiritismo, cap.9, p.179)

Escrita semi-mecanica

(...) neste caso, o braço e o cérebro são igualmente influenciados; as palavras surgem ao pensamento do médium no próprio momento em que as traça o lápis. ( ... ) (Cristianismo e Espiritismo, cap.9, p.179)

Ø Êxtase

"O êxtase é um sonambulismo mais apurado. A alma do extático ainda é mais independente." (O Livro dos Espíritos, P.2, cap.8, q.439, p.235)

O êxtase é o estado em que a independência da alma, com relação ao corpo, se manifesta de modo mais sensível e se torna, de certa forma, palpável.

( ... ) no estado de êxtase, o aniquilamento do corpo é quase completo. Fica-lhe somente, pode-se dizer, a vida orgânica. Sente-se que a alma se lhe acha presa unicamente por um fio, que mais um pequenino esforço quebraria sem remissão. (O Livro dos Espíritos, P.2, cap.8, q.455, p.242 e 243)

O êxtase é a emancipação da alma no grau máximo. ( ... ) (Obras Póstumas, P.1, Manifestações dos Espíritos, p.55)

( ... ) um dos mais belos apanágios da alma afetuosa e crente, que, na exaltação de sua fé, reúne todas as suas energias, se desembaraça momentaneamente dos empecilhos carnais e se transporta às regiões em que o Belo se ostenta em suas infinitas manifestações.

No êxtase, o corpo se torna insensível; a alma, libertada de sua prisão, tem concentradas toda a sua energia vital e toda a sua faculdade de visão em um ponto único. Ela não é mais deste mundo, mas participa já da vida celeste. (No Invisível, P.2, cap.13, p.161)

Êxtase Sexual

Acreditamos que o êxtase sexual, esta grande reação da vida, além de atender a necessidade procriativa, seria um mecanismo de profundas trocas energéticas entre dois seres. ( ... ) (Forças sexuais da alma, cap.5, p.142)

Êxtase da Dupla Vista

( ... ) nos êxtases da dupla vista, a alma se desprende e adquire, em grau mais ou menos alto, as faculdades do Espírito livre. ( ... ) (A Gênese, cap.16, it.5, p.360)

Ø Ideoplastia

Nesse estudo [da telecinesia} os espíritas põem em ação os métodos de análise comparada, aproximando e ligando os ditos fenômenos aos da ideoplastia propriamente dita, a matéria somática do organismo do médium, exteriorizada sob forma fluídica ou semifluídica, se concretiza em um membro, em uma cabeça, em uma forma organizada, com o auxílio da vontade subconsciente do médium, compreendendo nesta série todas as manifestações anímicas de uma mesma ordem, que não diferem uma da outra senão pela gradação evolutiva ( ... ). (Metapsíquica humana, cap.14, p.229)

( ... ) a matéria viva exteriorizada é plasmada pela idéia. (Pensamento e vontade, Ideoplastia, p.93)

Faculdade que tem o pensamento de exercer uma ação direta sobre a matéria. (O Cristo de Deus, Glos.)

Ø Inspiração

( ... ) essa luz sobrenatural cujo foco em vão se procura na Terra; essa luz que nos abrasa sem consumir, que nos eleva acima da nossa miséria, para ensinar a humildade. (Entre dois mundos, cap.6, p.28)

( ... ) de todas as formas de mediunidade, a inspiração é a que mais profundamente se ressente da influência pessoal do médium. ( ... ) (A personalidade de Jesus, Elementos de autenticidade, p.35)

Segundo Pitágoras ( ... ) "a inspiração é uma sugestão dos Espíritos que nos revelam o futuro e as coisas ocultas." (No invisível, P3, cap.26, p.398)

No que concerne à inspiração (nos homens de talento ou de gênio), é claro que ela é pura e simplesmente o resultado da sugestão do ser subconsciente. ( ... ) (O ser subconsciente, P.1, capA, p.154)

A inspiração é a equipe dos pensamentos alheios que aceitamos ou procuramos. (Rumo certo, Faixas, p.125)

Ø Licantropia

( ... ) é o fenómeno pelo qual Espíritos "pervertidos no crime" atuam sobre antigos comparsas, encarnados ou desencarnados, fazendo-os assumir atitudes idênticas às de certos animais. (Estudando a mediunidade, cap.35, p.182)

Licantropia Agressiva

( ... ) se expressa através da violência, da alucinação e, até, do crime. (Estudando a mediunidade, cap.35, p.184)

Licantropia Deformante

( ... ) a pessoa imita "costumes, posições e atitudes de animais diversos ( ... )." (Estudando a mediunidade, cap.3S, p.184)

Ø Materialização

( ... ) O fenómeno de materialização se produz a expensas do corpo do médium, que fornece os elementos necessários, isto é, que um certo grau de desmaterialização do médium corresponde ao começo inevitável do fenômeno de materialização do Espírito. ( ... ) (Um caso de desmaterialização do corpo de um médium, cap.1, p.23)

( ... ) experiências que estabelecem positivamente a existência real e objetiva dos Espíritos, demonstrando que, em certas circunstâncias, pode-se constatar a sua presença com tanto rigor e pelos mesmos processos que vulgarmente são empregados quando se trata de uma pessoa viva. Podemos vê-los, tocá-los, fotografá-los, ouvi-los falar; em uma palavra, nos certificarmos por todos os meios possíveis de que, temporariamente, eles são tão vivos como os observadores. Esses fenômenos são chamados materializações. (O fenômeno Espírita, cap. p. 128)

Chamamos materialização ao fenômeno pelo qual um Espírito se mostra com um corpo físico, tendo todas as aparências da vida normal. ( ... ) (O fenómeno Espírita, cap., p.139)

A materialização é, por assim dizer, uma espécie de reencarnação momentânea; a inteligência, alma ou Espírito do morto entra durante algum tempo em uma forma quase material, criada com o corpo psíquico do médium de um lado e elementos materiais tomados aos assistentes. ( ... )

É um processo de formação fluídica extremamente delicado ( ... ). (O psiquismo experimental, P.2, capA, p.106-107)

( ... ) é um simili do ser humano que anda, fala, sorri, e mesmo escreve, deixando asssim provas tangíveis da sua realidade. (O psiquismo experimental, P.2, capA, p.108)

Nos casos espontâneos, aliás raros [de materialização], nota-se a formação de um organismo - a distância e, às vezes, bem afastado do "sujet" - parecendo sua cópia minuciosa, o seu duplo. (O ser subconsciente, P.1, cap.2, p.105)

Trata-se da criação ex-novo de formas mais ou menos organizadas que têm os característicos físicos assinalados da matéria, isto é, de serem resistentes ao tato e ao senso muscular (tangíveis), e, algumas vezes, dotadas de luz própria (luminosas), e mais geralmente capazes de deter os raios exteriores de luz (fazendo-se visíveis). (Hipnotismo e Mediunidade, P.2, cap.2. p. 149)

(...) é o fenômeno pelo qual os Espíritos se corporificam, tornando-se visíveis a quantos estiverem no local das sessões. (Estudando a mediunidade, capA2, p.216)

A materialização é uma operação delicadíssima, que consiste na combinação de fluidos vitais e materiais do médium e dos próprios assistentes com os do Espírito manifestante, até adquirir a aparência de uma pessoa física. (Sessões práticas e Doutrinárias do Espiritismo, cap.6, p.128)

Materialização Completa

( ... ) forma humana completamente visível e tangível que, para a vista comum, não difere em nada dum corpo humano vivo. Este fenômeno é o desenvolvimennto mais elevado, o non plus ultra da materialização, durante a qual o médium acha-se isolado na obscuridade e geralmente em transe (sono magnético). (Um caso de desmaterialização do corpo de um médium, cap.1, p.25 e 26)

As materializações completas, obtidas experimentalmente nas sessões mediúnicas, apresentam importantes característicos a considerar: a forma materializada ( ... ) é, as vezes, completa, ossos, músculos, vísceras, em nada diferindo de um vivente, pelo funcionamento orgânico. Assemelha-se, mais ou menos, com o médium. As vezes a parecença é suficientemente forte para dar a impressão de um verdadeiro desdobramento dele.

De outras, a forma difere do "sujet" por importantes peculiaridades como, por exemplo, cor dos olhos e dos cabelos, pro porção, sexo, etc. (O ser subconsciente, P.1, cap.2, p.1 05-1 06)

Materialização Incompleta

( ... ) Aparições de formas escuras, de caráter indeterminado ou pouco evidente. São as materializações incompletas. ( ... ) (Hipnotismo e mediunidade, P2, cap.2, p.151)

Materialização Invisível Primordial

A materialização invisível primordial corresponde a uma desmaterialização mínima e invisível do médium, que se conserva visível. (Um caso de desmaterialização do corpo de um médium, cap.1, p27)

Materialização Visível

A materialização visível, mas parcial, incompleta quanto à forma ou à essência, corrresponde a uma desmateríalização máxima ou completa do médium até ao tempo em que, por sua vez, ele se torna invisível. (Um caso de desmaterialização do corpo de um médium, cap.1, p.27)

Ø Pneumatofonia ou voz direta

É a produção, pelos espíritos, de sons vocais semelhantes à voz humana.

Esses sons exprimem pensamentos e mostram claramente uma manifestação inteligente.Trata-se de fenómeno espontâneo, podendo raramente se provocado.

( ... ) os Espíritos podem ( ... ) fazer se ouçam gritos de toda espécie e sons vocais que imitam a voz humana, assim ao nosso lado, como nos ares. A este fenômeno que damos o nome de pneumatofonia.

( ... ) os sons pneumatofônicos exprimem pensamentos e nisso está o que nos faz conhecer que são devidos a uma causa inteligente e não acidental. ( ... )

Os sons espíritas, os pneumatofônicos se produzem de duas maneiras distintas vezes, é uma voz interior que repercute no nosso foro íntimo, nada tendo, porém de material as palavras, conquanto sejam claramente perceptíveis; outras vezes exteriores e nitidamente articuladas, como se proviessem de uma pessoa que estivesse ao lado.

De um modo, ou de outro, o fenómeno da pneumatofonia é quase sempre espontâneo e só muito raramente pode ser provocado. (O Livro dos Médiuns, P.2, p.195-197) ~

(do Grego- pneuma - e - phoné, som ou voz.) - Voz dos Espíritos; comunicação oral dos Espíritos, sem o concurso da voz humana. (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.32, p.487)

Ø Pneumatografia ou escrita direta

Escrita produzida diretamente pelo espírito, sem intermediário.

É um tipo de manifestação rara e não espontânea, conseguida por meio da concentração, da prece e da evocação.

O espírito pode fabricar a matéria e os instrumento de que necessita, transformando por ação de sua vontade o elemento primitivo universal.

Pneumatografia

A escrita direta, ou pneumatografia, é a que se produz espontaneamente, sem o concurso, nem da mão do médium, nem do lápis. Basta tomar-se de uma folha de papel branco, o que se pode fazer com todas as precauções necessárias, para se ter a certeza da ausência de qualquer fraude, dobrá-la e depositá-la em qualquer parte, numa gaaveta, ou simplesmente sobre um móvel. Feito isso, se a pessoa estiver nas devidas condições, ao cabo de mais ou menos longo tempo encontrar-se-ão, traçados no papel, letras, sinais diversos, palavras, frases e até dissertações, as mais das vezes com uma substância acinzentada, análoga à plumbagina, doutras vezes com lápis vermelho, tinta comum e, mesmo, tinta de imprimir. (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.8. il.127, p.166)

( ... ) A pneumatografia é a escrita produzida diretamente pelo Espírito, sem intermediário algum ( ... ). (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.12, it.146, p.192)

(Do grego - pneuma - ar, sopro, vento, espírito, e graphó, escrevo.) - Escrita direta dos Espíritos, sem o auxílio da mão de um médium. (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.32, p.487)

Quando se obtém uma comunicação sem o auxílio da mão de psiquista, quer sobre papel branco, quer entre duas ardósias atadas e lacradas, tem-se o que se denomina psicografia (ou escrita direta). (O psiquismo experimental, P.1, cap.3, p.42)

Kardec emprega essa palavra para exprimir a escrita direta espiritual, deixando a psicografia, para exprimir a escrita que é feita pela mão do médium. (Bases científicas do Espiritismo, cap.1, p.40)

Pneumatografia Imediata

Pneumatografia imediata, escrita direta, aparentemente "sine matéria", relacionada sem dúvida com os efeitos de transporte. ( ... ) (Além do inconsciente, cap.3, p.171)

Pneumatografia mediata, efeito mecânico, tal a escrita entre duas lousas onde se coloca previamente um fragmento de lápis ( ... ). (Além do inconsciente, cap.3, p.170)

Ø Pressentimento

"É O conselho íntimo e oculto de um E,spírito que vos quer bem. Também está na inntuição da escolha que se haja feito. E a voz do instinto. Antes de encarnar, tem o Espírito conhecimento das fases principais de sua existência, isto é, do gênero das provas a que se submete. Tendo estas caráter assinalado, ele conserva, no seu foro íntimo, uma espécie de impressão de tais provas e esta impressão, que é a voz do instinto, fazendo-se ouvir quando lhe chega o momento de sofrê-las, se torna pressentimento." (O Livro dos Espíritos, P .2, cap.9, q.522, p.266-267)

O pressentimento é uma intuição vaga das coisas futuras. ( ... ) (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.15, it.184, p.226)

[Pressentimentos] são recordações vagas e intuitivas do que o Espírito aprendeu em seus momentos de liberdade e algumas vezes avisos ocultos dados por Espíritos benévolos. (O que é Espiritismo, cap.3, it.138, p.204)

O pressentimento é a vaga e confusa intuição do que vai acontecer. (No invisível, P.2, cap.13, p.163)

( ... ) é um radiograma transmitido, ao Presente, das regiões misteriosas do Porvir .. (Do calvário ao infinito, L.4, cap.1, p.213)

Ø Psicocinesia ou telecinesia

Ação direta da mente sobre os objetos físicos. (Espiritismo Básico, Psicologia, para psicologia e Espiritismo, p.28)

( ... ) ação direta da mente sobre a matéria - psicocinesia ou PK ou fenômeno psikappa ( ... ). (Além do inconsciente, cap.1, p.12)

Psicocinesia Ectoplásmica

( ... ) Ação psicocinética mais intensa que mobilizaria a própria substância protoplásmica para além da periferia do corpo (ectoplasma - matéria) ( ... ). (Além do inconsciente, cap.3, p.123) Energética

( ... ) Ação psicocinética da mente sobre o próprio organismo, determinando a exteriorização de um fator dinâmico de natureza física (ectoplasma - força): psicocinesia energética. (Além do inconsciente, cap.3, p.123)

Psicocinesia imediata

( ... ) ação da mente sobre a matéria sem intermediário físico ou, se preferirmos, através de uma força de natureza psíquica, a força psicocinética. (Além do inconsciente, cap.3, p.123)

Ø Psicofonia

É a expressão do pensamento de um espírito comunicante utilizando-se dos recursos vocais de um médium.

Estando controlado o médium, se queremos falar pelos seus órgãos vocais, pomo-lo numa condição de inteira passividade. E' a condição em que ele vem a estar no transe. Seu Espírito deixa o corpo por algum tempo e se coloca ao lado. Uma vez nessa condição, podemos atuar-lhe sobre a laringe, as cordas vocais, a língua e os músculos da garganta. Não operamos no seu interior, mas de pé atrás dele. Podemos colocar-nos na condição do médium, ou afinados com ele, mediante uma extensão que, quando movemos os nossos órgãos vocais, faz que os do médium semelhantemente se movam. Há um elo de conexão, etéreo ou físico, pedeis chamar-lhe de um modo ou doutro, que tem a mesma ação sobre os músculos do médium, que um diapasão sobre outro, desde que ambos estejam afinados no mesmo tom. Trabalham assim harmônicas as duas sedes de órgãos vocais. Não há aqui o caso das mensagens serem influenciadas pela mente do médium, porque esta de nenhum modo intervém na operação. Não trabalhamos através da sua mente, mas, diretamente, sobre seus órgãos vocais. Tudo o que vem a exteriorizar-se é tal qual saiu da mente do Espírito que o controla. A mente e o cérebro do médium são postos fora de ação, temporariamente, e o Espírito que opera lhe controla os músculos dos órgãos vocais. (Espiritismo básico, cap.11, p.1S7)

( ... ) Por esse fenômeno o Espírito se incorpora ao médium, por cujos sentidos se manifesta. A perfeição da comunicação depende de várias circunstâncias; tanto melhor será ela quanto maior for o desprendimento do Espírito do vivo. (Espiritismo à luz dos fatos, Dos fenôômenos subjetivos, p.280)

( ... ) a mediunidade psicofônica (palavra espírita que a ciência moderna está aceitando) estaria classificada como efeito intelectual ( ... ) do grupo parapsicológico psigama, ou ESP, que, por sua vez, se enquadra como mediunidade de expressão cortical, ou de efeitos psíquicos. ( ... ) (Reencarnação e mediunidade, cap.5, p.67)

É a faculdade que permite aos Espíritos, utilizando os órgãos vocais do encarnado, transmitirem a palavra audível a todos que presentes se encontrem. (Estudando a mediunidade, cap.9, p.51)

Psicofonia Consciente

Na psicofonia consciente pode o medium fiscalizara comunicação, controlando os gestos e as palavras do espirito, uma vez que o pensamento deste atravessa, antes, a mente do medium, para chegar, afinal,ao campo cerebral. (Estudando a mediunidade, cap.9, p.55)

Ø Psicografia

Registo do pensamento do espírito pela escrita, feita através das mãos do médium. É o meio de comunicação mais simples, fácil, completo, cômodo e duradouro. Presta-se à transmissão de uma simples frase, como até de livros completos.

Todos os esforços devem ser envidados para o seu desenvolvimento, pois permite o estabelecimento de comunicações escritas por parte dos espíritos, tão continuadas, regulares e perfeitas como as existentes entre os encarnados. Pela psicografia, torna-se mais fácil conhecer, apreciar e julgar as virtudes e o grau de evoluução do espírito comunicante, além de seus pensamentos mais íntimos.

A identidade do espírito fica mais caracterizada e as idéias, fatos ou ensinamentos que pretende transmitir bem mais analisáveis e assimiláveis. Nesse tipo de manifestação ou comunicação, pode o espírito agir diretamente sobre a mão do médium, dando-lhe um impulso mecânico que o faz escrever involuntária, independennte e inconscientemente.

O espírito pode também atuar soobre a mente do médium, transmitindo-lhe seu pensamento. Nesse caso, o médium escreve involuntária ou intuitivamente, mas pode ter alguma consciência do que está psicografando. Foi principalmente por meio da psicografia que Allan Kardec obteve grande parte das informações espirituais, através de diferentes médiuns, em diversas partes do mundo, analisando-as e pesquisando-as, à luz da razão, para erigir o bloco monolítico da codificação espírita..

( ... ) a transmissão do pensamento do Espírito, mediante a escrita feita com a mão do médium. (Ref.110, P.2, cap.12, it.146, p.192)

( ... ) É a escrita psíquica. O Espírito se manifesta escrevendo a sua mensagem, e a manifestação é tanto mais perfeita quando menos consciente é o médium. (Ref.089, Dos fenômenos subjetivos, p.280)

Psicografia Indireta

Chamamos psicografia indireta à escrita assim obtida [com o auxílio de cesta-pião, cesta de bico, mesa pequenina, prancheta, etc.]. em contraposição à psicografia direta ou manual, obtida pelo próprio médium. ( ... ) (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.13, it.157, p.201)

( ... ) a escrita obtida com um lápis adaptado a um objeto qualquer que lhe serve de suporte. ( ... ) (Além do inconsciente, cap.3, p.171)

Psicografia automatica

( ... ) Diz-se automático o psicógrafo que ignora totalmente o que a própria mão escreve ( ... ). (Além do inconsciente, cap.3, p.130)

Psicografia semi-automatica

( ... ) aquele que tem consciência da mensagem, apesar da assinalada autonomia do membro superior. ( ... ) (Além do inconsciente, cap.3, p.130)

Ø Psicometria

( ... ) mediunidade segundo a qual o sensitivo, posto em contato com objetos, pessoas ou lugares relacionados com acontecimentos passados, sintoniza-se de tal maneira com o clima psicológico em que esses acontecimentos ocorreram que se torna capaz de descrevê-los com assombrosa precisão.

( ... ) (Crônicas de um e de outro, cap.64, p.219)

( ... ) os fenômenos de "psicometria"( ... ) consistem em que, se se puser um objeto nas mãos de "sensitivos especiais", eles lhe revelarão a história, ou descreverão a da pessoa que longamente o usou. ( ... ) (Animismo ou Espiritismo, cap.5, p.234)

( ... ) possibilidade de estabelecer-se a "relação psíquica" com pessoas distantes, desconhecidas de todos os presentes, mas só sob a condição de apresentar-se ao "sensitivo' um objeto que haja trazido consigo longo tempo o indivíduo distante com quem se deseje entrar em comunicação ( ... ). (Animismo ou Espiritismo, Conclusões, p.290)

( ... ) uma das modalidades da clarividência ( ... ).

As modalidades segundo as quais se estabelece a conexão entre o sensitivo e a pessoa ou meio concernente ao objeto "psicometrado", distinguem, efetivamente, a psicometria das outras formas de clarividência. ( ... )

Na psicometria, ( ... ) os objetos apresentados ao sensitivo ( ... ) constituem verdadeiros intermediários adequados, que, à falta de condições experimentais favoráveis, servem para estabelecer a relação entre a pessoa ou meio distantes, mercê de uma "influência" real, impregnada no objeto, pelo seu possuidor.

Esta "influência", de conformidade com a hipótese psicométrica, consistiria em tal ou qual propriedade da matéria inanimada para receber e reter, potencialmente, toda espécie de vibrações e emanações físicas, psíquicas e vitais, assim como se dá com a substância cerebral, que tem a propriedade de receber e conservar em latência as vibrações do pensamento. (Os enigmas da psicometria, p.9 e 10)

( ... ) Ordinariamente, a faculdade psicométrica é uma função do EU integral subconsciente, posto que se verifique, muitas vezes, com a intervenção de entidades desencarnadas. (Os enigmas da psicometria, p.117)

( ... ) um pedaço de arma, uma medalha, um fragmento de sarcófago e uma pedra de ruínas evocarão na alma do vidente uma série completa das imagens referentes aos tempos e aos lugares a que pertenceram esses objetos. E o que se chama psicometria. (O problema do ser do destino e da dor, P.3, cap.21 , p.333)

( ... ) a clarividência é facilitada pelo contato do "sujet" com um objeto qualquer proveniente do ambiente visto, bem como de pessoas com as quais a afinidade deva estabelecer-se (é a psicometria). (O ser subconsciente, P.1, cap.2, p.95)

( ... ) faculdade que têm algumas pessoas de lerem "impressões e recordações ao contato de objetos comuns". .

Psicometria é, também, faculdade mediúnica. Faculdade pela qual o sensitivo, tocando em determinados objetos, entra em relação com pessoas e fatos aos messmos ligados. ( ... )

Pela psicometria o médium revela o passado, conhece o presente, desvenda o futuro. (Estudando a mediunidade, cap.39, p.199 e 201)

Lindo e curioso fenômeno mediúnico, que permite ao indivíduo dotado da dita faculdade - ver e ouvir o que foi acontecido ou realizado no local que visita, depois de muitos anos decorridos sobre os mesmos acontecimentos. (A tragédia de Santa Maria, P.1, cap.3, p.37)

( ... ) Em boa expressão sinonímica, como o é usada na Psicologia experimental, significa "registro, apreciação da atividade intelectual", entretanto, nos trabalhos mediúnicos, esta palavra [psicometria] designa a faculdade de ler impressões e recordações ao contacto de objetos comuns. (Nos domínios da mediunidade, cap.26, p.242)

( ... ) considerada nos círculos medianímicos por faculdade de perceber o lado oculto do ambiente e de ler impressões e lembranças, ao contacto de objetos e documentos, nos domínios da sensação a distância ( ... ). (Mecanismos da mediunidade, cap.20, p.143)

Ø Sonambulismo

É um estado de independência do Espírito, mais completo do que no sonho, estado em que maior amplitude adquirem suas faculdades.

A alma tem então percepções de que não dispõe no sonho, que é um estado de sonambulismo imperfeito.

No sonambulismo, o Espírito está na posse plena de si mesmo. Os órgãos materiais, achando-se de certa forma em estado de catalepsia, deixam de recebam as impressões exteriores.

Esse estado se apresenta principalmente durante o sono, ocasião em que o Espírito pode abandonar provisoriamente o corpo, por se encontrar este gozando do repouso indispensável à matéria. (O Livro dos Espíritos)

Para o Espiritismo, o sonambulismo é mais do que um fenômeno psicológico, é uma luz projetada sobre a psicologia. É aí que se pode estudar a alma, proque é onde ela se mostra a descoberto. (...) (O Livro dos Espíritos)

( ... ) o sonambulisamo é um estado transitório entre a encarnação e a desencarnação, um estado de desprendimento parcial, um pé antecipadamente posto no mundo espiritual. (Obras Póstumas, P.1, Controvérsias ... , p.92)

"O sonambulismo não é nem um estado de vigília, nem um estado de sono rigorosamente falando; é uma combinação desses dois estados. É um modo particular de existir. ( ... )" (Magnetismo Espiritual, cap.11, p.102)

Aubin Gauthier, sobre a significação da palavra sonambulismo, diz que ela e francesa, constituída de dois vocábulos latinos: somnus e ambulatio. Significa pois a ação de andar dormindo, e foi criada para indicar o fenômeno do sonambulismo natural. A palavra somente é encontrada nos dicionários franceses a partir de " sonambulismo magnético surgiu em 1784; e, na falta de outra expressão, foi usado o mesmo vocábulo sonambulismo para indicar o novo fenômeno. Depois dessa época, diversas outras palavras foram propostas, tendo, porém, prevalecido as expressões sonambulismo natural e sonambulismo magnético. (Magnetismo Espiritual)

Sonambulismo Artificial

( ... ) é [aquele] provocado pelo magnetismo. ( ... )

O sonambulismo magnético [ou artificial] é comumente caracterizado por sensibilidade da pele; pode-se impunemente picar o adormecido, beliscá-lhe, provocar queimaduras: ele não desperta nem dá qualquer sinal de sofrimento (O fenômeno Espírita, p.1 03)

Ø Telecinesia

( ... ) ação mecânica diferente das forças mecânicas conhecidas, a qual, em determinadas condições, tem, a distância, atuação sem contacto sobre objetos ou pessoas. (Além do inconsciente, cap.1, p.1 O)

( ... ) é palavra usada para significar o movimento de objetos sem o emprego de quallquer força conhecida. ( ... ) (No limiar do etéreo, capA, p.69)

Os fenômenos psíquicos, denominados de efeitos físicos, são conhecidos de todos os tempos, notadamente os de levitação e transporte. Na Metapsíquica são eles chamados fenômenos telecinéticos, de tele (distância) e cine (movimento) isto é, movimento a distância. (Espiritismo à luz dos fatos, Dos fenômenos objetivos, p.266)

Ø Telegrafia espiritual

( ... ) nomear em voz alta as letras do alfabeto, pedindo ao Espírito para dar pancada quando a letra entrasse na composição das palavras que quisesse compreender. ( ... ) este processo é o que vemos aplicado nas mesas girantes (O fenômeno Espírita, P.1, cap.2, p.24)

Ø Telegrafia Humana

( ) É uma comunicação direta de espírito a espírito encarnado não adormecidos. ( ) (Filosofia espírita da educação, v.2, p.66}

Ø Telepatia

( ... ) É uma troca de impressões, conscientes ou inconscientes, entre dois centros de atividade psíquica. ( ... ) (Animismo e espiritismo, v.2, cap.3, p.200}

Telepatia é a comunicação direta, sem quaisquer intermediários, de uma para outra mente. Segundo alguns autores, admitem-se várias formas de telepatia: adivinhação do pensamento de alguém, que não participa da experiência; transmissão do pensamento, quando duas pessoas participam, transmitindo e captando; quando se influi a mente alheia (ST - sugestão telepática) e quando se exerce domínio sobre a mesma (HT - hipnose telepática). (Espiritismo básico, Psicologia, Para psicologia e Espiritismo, p.28}

( ) é a forma da linguagem espiritual ( ... ). (A crise da morte, Conclusões, p.166}

( ) "transmissão do pensamento a distância entre dois cérebros"( ... ). (A crise da morte, Os fenômenos de telestesia, p.130}

( ... ) é uma coisa espiritual e que, por consequência, se manifesta em uma ambiência espiritual ( ... ). (Fenômenos psíquicos no momento da morte, Conclusões, p.128}

( ... ) transmissão do pensamento (compreendida na significação clássica de um sistema de vibrações psíquicas que se espalham por ondas concêntricas de um cérebro a outro). ( ... ) (Fenómenos psíquicos no momento da morte, Dos fenômenos de telecinesia ... , p.132}

( ... ) processo de comunicação entre todos os seres pensantes na Vida Superior e a oração é uma das suas formas mais poderosas, uma das suas aplicações mais elevadas e mais puras. A telepatia é a manifestação de uma lei universal e eterna. (O problema do ser, do destino e da dor, P.1, cap.6, p.97}

( ... ) meio de que se servem as humanidades do Espaço para comunicarem entre si através das imensidades siderais. Em qualquer campo das atividades sociais, em todos os domínios do mundo visível ou invisível, a ação do pensamento é soberana; não é menor sua ação ( ... ) em nós mesmos, modificando constantemente nossa naatureza íntima. (O problema do ser, do destino e da dor, P.3, cap,24, p.355-356}

( ... ) Telepatia significa ( ... ) "ser advertido, por uma sensação qualquer de uma coisa que se passa ao longe".

( ) a raiz de telepatia significa sensibilidade. (O desconhecido e os problemas psíquicos. v.1, cap.3, p.66)

( ) uma comunicação harmoniosa entre os cérebros e entre as almas. (O desconhecido e os problemas psíquicos, v.2, cap.6, p.67)

A telepatia consiste essencialmente no fato de uma impressão física intensa, manifestando-se em geral imprevistamente numa pessoa normal (isto é, não sujeita a perturbações funcionais ou a alucinações), seja durante o estado de vigília, seja durante o sono, impressão que se encontra em concordância com um acontecimento ocorrido a distância.

Observamos que, na telepatia espontânea, aquele que recebe a impressão está geralmente em seu estado normal, ao passo que quem a envia atravessa um estado de crise anormal: acidente, angústia, desfalecimento, letargia, morte, etc.. (A morte e seu mistério)

Ø Telepatia e Telestesia

( ... ) Compreende a recepção e transmissão dos pensamentos, das sensações, dos impulsos motrizes. Com esses fatos re!acionam-se os casos de desdobramentos e aparições designados pelos nomes de fantasmas dos vivos. ( ... ) (O problema do ser, do destino e da dor, P.1, cap.5, p.B6)

Teleplastia

( ... ) A teleplastia {consiste em] aparições de formas materializadas e tangíveis ( ... ). (O psiquismo experimental, P.1 , cap.1 , p.15)

O "sujet" pode ou desorganizar certos objetos a distância, ou organizar em formas mais ou menos complexas uma trama material emanada ou exteriorizada de seu próprio organismo. ( ... ) (O ser subconsciente, P.1, cap.2, p.103)

( ... ) materializações visíveis que aparecem formadas com uma substância ou matéria sutilíssima, emanante da pessoa do médium e composta de partículas ou moléculas que interceptam a luz ordinária (teleplastia). (Hipnotismo e mediunidade, P.2, cap.2, p.150)

Telestesia

( ... ) o professor Charles Richet deu uma definição ( ... ) nos seguintes termos: "Conhecimento que tem o indivíduo de qualquer fenômeno não perceptível nem cognoscível pelos sentidos normais, e estranhos a toda e qualquer transmissão mental consciente ou inconsciente." ( ... ) (Os enigmas da psicometria, Os fenómenos de leleslesia, p.119)

No Glossário que precede a obra principal de Frederic Myers, a significação do vocábulo Telestesia vem assim definida: "Percepção a distância, implicando uma sensação ou visualização direta de coisas ou condições, independentemente de qualquer veículo sensorial conhecido, e em circunstâncias que excluem a presunção de serem as noções adquiridas originárias de mentalidade estranha à do percipiente". (Os enigmas da psicometria, Os fenómenos telestesia, p.119)

( ... ) fenómeno de "relação" qualquer a distância, entre um cérebro pensante e objeto inanimado ( ... ). (Os enigmas da psicometria, Os fenómenos de telestesia, p.130-131)

( ) "leitura a distância em livros fechados." ( ... ) (, p.186)

( ) projeção e ação da sensibilidade a distância ( ... ). (O ser subconsciente, P.1, cap.2, p.96)

Ø Tiptologia

As primeiras comunicações inteligentes foram obtidas por meio de pancadas, ou da tiptologia. ( ... ) (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.11, it.139, p.177)

(Tiptologia - do grego - tipto, eu bato, e - lagos, discurso). - Linguagem por pancadas, ou batimentos: modo de comunicação dos Espíritos. Tiptologia alfabétiica. (O Livro dos Médiuns, P .2, cap.32, p.488)

( ... ) em sentido amplo, [corresponde aos sinais] convencionais.

Na tiptologia ( ... ) há sempre uma convenção. Uma série de raps não chega a ser tiptologia. embora pelo seu caráter, oportunidade e localização possa ter um signifiicado sematológico. ( ... ) (Além do inconsciente, cap.3, p.166)

Linguagem por pancadas, ou batimentos, de que se valem os Espíritos para se comunicarem com os homens. (O cristo de Deus, Glos.)

Tiptologia Alfabética

( ... ) consiste em serem as letras do alfabeto indicadas por pancadas. Podem obter-se então palavras, frases e até discursos inteiros. De acordo com o método adotado, a mesa dará tantas pancadas quantas forem necessárias para indicar cada letra, isto é, uma pancada para o a, duas para o b, e assim por diante. Enquanto isto, uma pessoa irá escrevendo as letras, à medida que forem sendo designadas. O Espírito faz sentir que terminou, usando de um sinal que se haja convencionado. (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.11, it. 141, p.187)

Tiptologia Interior

(...) pancadas produzidas na própria madeira da mesa, sem nenhuma espécie de movimento. ( ... ) (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.11, it.142, p.188)

A "tiptologia interior" - efeito acústico - verifica-se "por meio de pancadas produzidas na própria madeira da mesa" (...)' (Além do inconsciente, cap.3, p.166)

Tiptologia Óptica

(...) em que os movimentos ou os raps são substituídos por sinais luminosos. (Além do inconsciente, cap.3, p.167)

Tiptologia por Meio de Básculo

( ... ) consiste no movimento da mesa, que se levanta de um só lado e cai batendo com um dos pés. Basta para isso que o médium lhe ponha a mão na borda. Se se quiser confabular com determinado Espírito, será necessário evocá-lo. No caso contrário, manifesta-se o primeiro que chegue, ou o que tenha o costume de apresentar-se. Tendo convencionado, por exemplo - que uma pancada significará - sim e duas pancadas - não, ou vice-versa, indiferentemente, o experimentador dirigirá ao Espírito as perguntas que quiser. (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.11, it.139, p.185 e 186)

Efeito mecânico - "consiste no movimento da mesa, que se levanta de um só lado e cai batendo com um dos pés." (Além do inconsciente, cap.3, p.166)

Ø Transporte

( ... ) Consiste no trazimento espontâneo de objetos inexistentes no lugar onde estão os observadores. São quase sempre flores, não raro frutos, confeitas, jóias, etc.

( ... ) os fatos de transporte são múltiplos, complexos, exigem um concurso de circunstâncias especiais, não se podem operar senão por um único Espírito e um único médium e necessitam, além do que a tangibilidade reclama, uma combinação muito especial, para isolar e tornar invisíveis o objeto, ou os objetos destinados ao transporte. (O Livro dos Médiuns, P .2, cap.5, it.96 e 98, p.119 e 122)

( ... ) como o seu fluido pessoal [do Espírito] é dilatável, combina uma parte desse fluido com o fluido animalizado do médium e é nesta combinação que oculta e transporta o objeto que escolheu para transportar. ( ... ) (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.5, it.99, p.127)

Chama-se transporte (apport), um objeto qualquer que os Espíritos conduzem de um lugar para outro. ( ... ).

O Dr. Guillon Ribeiro, que já traduziu várias obras em diversos idiomas, e é abalizado cultor do vernáculo, emprega, no caso, a palavra "trazimento", que serve tanto parao objeto trazido como para a ação de trazer, e, assim, costuma esse provecto escritor dizer "trazimento" em vez de transporte. ( ... ) (O espiritismo perante a ciência, P.5, cap.3, p.397)

( ... ) Aparição imprevista, sobre mesinha ou na sala, de objetos vindos de longe, e entradas através de portas e paredes, tais flores, raminhos, folhagens, pregos, moedas, pedras, etc. (Hipnotismo e mediunidade, P.2, cap.2, p.148-149)

O termo transporte não deve ser aplicado ao fenómeno de deslocamento do Espírito do médium. Talvez seja melhor dizer-se, no caso de Luiz Mirabelli e congêneres, de translação. Justamente para evitar confusões, Guillon Ribeiro, ao referir-se ao feenómeno de transporte (usado especificamente para os deslocamentos de objetos por Espíritos, propôs a tradução do vocábulo francês apport (trazer) por trazimento (ação de trazer). De qualquer forma, o emprego da palavra transporte é desaconselhável para designar qualquer desses dois fenómenos. (O Cristo de Deus, Glos.)

Ø Xenoglossia

( ... ) os Espíritos comunicantes falam e escrevem em língua desconhecida de todos os assistentes. ( ... ) (Metapsíquica humana, cap.9, p.117)

O termo "xenoglossia" foi o professor Richet quem o propôs, com o intuito de distinguir, de modo preciso, a mediunidade poliglota propriamente dita, pela qual os médiuns falam ou escrevem em línguas que eles ignoram totalmente e, às vezes, ignoradas de todos os presentes, dos casos afins, mas radicalmente diversos, de "glossolalia" ( ... ). (Xenoglossia, Introd., p.7)

Por fenómenos de "xenoglossia" entendem-se os casos em que o médium, não só fala ou escreve em línguas que ignora, mas fala ou escreve nessas línguas, formulando observações originais, ou conversando com os presentes, provando, desse modo, que as frases formuladas foram criadas pela circunstância ocorrente, o que exclui a possibilidade de entrarem em ação outras faculdades supranormais que transformem o suposto caso de xenoglossia num fenômeno de clarividência, com percepção a distância, das frases mediunicamente empregadas. (Ref.021, Casos de Xeenoglossia ... , p.60)

Xenoglossia - Significa o termo - língua estranha. Os médiuns que possuem esse dom especial, quando em transe, falam idiomas que lhes são inteiramente dessconhecidos e, muitas vezes, desconhecidos dos presentes. (Espiritismo à luz dos fatos, Dos fenômenos subbjetivos, p.282)

Xenoglossia - ou mediunidade poliglota - é a faculdade pela qual o médium se expressa, oral ou graficamente, por meio de idioma que não conhece na atual encarnação. (Estudando a mediunidade, cap.38, p.196)

Ø Vidência

Allan Kardec recomenda provas positivas aos médiuns videntes.

Segundo Allan Kardec, os médiuns videntes são dotados da faculdade de ver os Espíritos. Há os que gozam dessa faculdade em estado normal, perfeitamente acordados, guardando lembrança precisa do que viram. Outros só a possuem em estado sonambúlico ou aproximado ao sonambulismo. Incluem-se na categoria de médiuns videntes todas as pessoas dotadas de dupla vista. A possibilidade de ver os Espíritos em sonho é também uma espécie de mediunidade, mas não constitui propriamente a mediunidade de vidência.

O médium vidente acredita ver pelos olhos, como os que têm dupla vista, mas na realidade é a alma que vê, e por essa razão eles tanto vêem com os olhos abertos ou fechados.

Devemos distinguir as aparições acidentais e espontâneas da faculdade propriamente dita de ver Espíritos. As primeiras ocorrem com mais freqüência no momento da morte de pessoas amadas ou conhecidas que vêm advertir-nos de sua passagem para o outro mundo. Há numerosos exemplos de casos dessa espécie, sem falar das ocorrências de visões durante o sono. De outras vezes são parentes ou amigos que, embora mortos há muito tempo, aparecem para nos avisar de um perigo, dar um conselho ou pedir ajuda - é sempre a execução de um serviço que ele não pôde fazer em vida ou o socorro das preces.

12. Conclusão

Espiritismo e Mediunidade

No intercambio entre Mundos, é imperativo estabelecer a importãncia da mediunidade, não só pela comunicação entre espiritos, mas também pelo desenvolvimento moral e espiritual de encarnados e desencarnados.

Não detendo dogmas o Espiritismo, não salva , mas oferece as ferramentas para a reforma individual. O homem terá que derrotar seus instintos inferiores e dominá-los e a mediundade é força expressiva de apoio , quando utilizada em Cristo.

Os médiuns precisam dar muita atenção a essa faculdade, que permite o contacto com o Além, porque não podemos fazer do fenomeno , campo de satisfação egoista, mas orbe de amor reciproco, onde todos quando disciplinados e com seriedade, se dão oportunidade de crescimento e de restabelecimento dos valores da vida , “dando de graça o que de graça se recebe”

As ferramentas do médium capacitado de sua responsabilidade são a Doutrina Espírita e o Evangelho segundo o Espiritismo. Instruir-se, todos os dias, exercitando-se sempre no exemplo de seus princípios, será o mais agradavel de oferecer à seriedade da mediunidade. "O Livro dos Médiuns" exibe o roteiro completo, que permite avançar com segurança através da mediunidade. A preocupação deve ser sempre, servir e nunca pretender deslumbrar. Nenhum trabalho mediunico pode ser incutido sem que haja consentimento do medium e preparação do mesmo. Nada pode ser feito a sem verificar a gravidade do ato, por isso todo processo deve corresponder a uma planificação ordenada das tarefas, sob a administração de experiente orientador de serviços mediúnicos, quando na sua pratica. A aplicação da Doutrina e alicerçado no Evangelho, com a viabilidade dos Espiritos Orientadores Espirituais da tarefa.

Na segurança dos médiuns sem preparação doutrinária e evangélica, sem essa preleção da Orientação, podem ter situações desagradáveis reservadas.

Muitas vezes o médium sem orientação e apoio doutrinário e evangélico cede a determinações inferiores podendo entrar num abismo do qual dificilmente.

Em tão grande obra de expansão do Espiritismo, a tarefa dos médiuns sobreleva de importância, e eles, como vanguardeiros do trabalho de ligação entre o mundo visível e o mundo invisível, estão sempre convocados para as experiências mais sérias e de maiores consequências.

O medium em desenvolvimento deve ter conhecimentos gerais de doutrina e conhecimentos especializados sobre mediunidade, reforma íntima com base no Evangelho e exercitamento prático.

Quem ironiza da mediunidade, em nome do Cristo, esquece-se, naturalmente, de que Jesus foi quem mais a honrou neste mundo, erguendo-a ao mais alto nível de aprimoramento e revelação, para alicerçar a sua eterna doutrina entre os homens.

Reforçando, lembrem-se sempre da gravidade do ato, em todos estratos do amor, disciplina, vigilância e oração.

13. Bibliografía consultada

Evolução em Dois Mundos, André Luiz, cap. XIII, item Fluidos em geral

O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, parte l~, cap. II,questão 22 Idem, idem, questão 27

No Invisível, Léon Denis, 2ª parte, cap. XV

A Gênese, Allan Kardec, cap. XIV

Sementeira da Fraternidade, Manoel P de Miranda/Divaldo P. Franco,cap. 15, Alienações por Obsessões
Terapia pelos Passes – Projeto Manoel P. Miranda – ed. Leal

Xavier, Francisco Cândido. Dever espírita. In "Seara dos M&1iuns", p. 123.

Kardec, Allan.
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Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda "Novo Dicionário da Língua Portuguesa", p. 791.

Denis, Léon. A força psíquica. Os fluidos. O magnetismo. In "No Invisível", cap. 15, pp. 175 e 176.

Xavier, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo. Alma e fluidos. In "Evolução em Dois Mundos", item Fluidos em geral, cap. 13, p. 95.

Xavier, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo. Alma e fluidos. In "Evolução em Dois Mundos", item Fluido vivo, pp., 95 e 96.

Revista de Espiritismo nr. 28, 3º. trimestre de 1995

Xavier, Francisco Cândido. Psicofonia sonanbúlica. IR "Nos Domínios da Mediunidade", cap. 8, p. 49.

Kardec Allan. Os fluidos. In "A Gênese", cap. 14, item 4.

Michaelus. 1. "Magnetismo Espiritual", cap. 10, p. 80.

Michaelus. Ir "Magnetismo Espiritual", cap. 6, pp. 46 a 50.

O Passe. Seu estudo, suas técnicas, sua prática. – FEB

Teoria das Manifestações Físicas - II. Revista Espírita", jun. 1858, p. 155.

Aulete, Caldas. "Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa", vol. 4, p. 4.078.

Kardec, Allan. Gênese orgânica In "A Gênese", cap., 10, itens 16 e 17.

Xavier, Francisco Cândido. O corpo espiritual. In "Emmanuel", cap. 24, item "Através dos escaninhos do universo orgânico", p. 132.

Kardec, Allan. A vida e a morte. XAVIER, Francisco Cândido. In "O Livro dos Espíritos", Parte 1:, cap. 4. questão 70.

Kardec, Allan. Gênese espiritual. In "A Gênese", cap. 11, item Princípio espiritual.

O Livro dos médiuns Allan Kardec (2ª parte, c. I, Ações dos Espíritos sobre a matéria)

Obras póstumas Allan Kardec (o perispírito, princípio das manifestações)

Le Spiritisme, qu’en savons-nous ? de l’USFF (ch. IX, Comment les Êtres…)

Le Spiritisme n° 2 du Centre Spirite Lyonnais (le magnétisme, questions 3 à 5, p. 7)

Revista Espírita Allan Kardec, ano IV, no.15

Victor Passos

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