terça-feira, 2 de novembro de 2010

Referência Espirita na distinção das adversidades futuras


A Doutrina Espírita, em relação às adversidades futuras, não traz uma leitura regimentada, nem proporciona nenhum sistema tentando alterar apenas por questões de diferença, nem de forma salteada, mas pelo contrario, em tudo que projeta como afirmação sustenta-se em observações dentro da razão e bom senso, daí estas aurirem de integridade e autoridade. Ninguém equacionava a preexistencia das almas, nem que após o desenlace destas, estariamos revivendo a conjuntura do preço das tomadas conscienciais aqui neste plano e noutros. Pois bem, estas mesmas almas, viajadas da Terra, vieram dar resposta aos ditos mistérios da vida futura, enfim, delinear para nós a sua condição ditosa ou desventurada, suas impressões, e mutação após o desencarne, concluindo, no verbo, o que o Mestre nos trouxe nos seus ensinamentos acerca desta tematica.
Seja, vem mostrar aquilo que alguns doutos buscam querer sonegar, ao jeito dos proselicos inquisitorios, que oferecem um Deus punitivo!?
No cap. VI, nº 7, do Livro dos Espíritos de Allan Kardec nos itens 443 e 444; Reforça ainda mais a ideia da valorização e lucidez das comunicações e do observatorio, não se singir a uma só voz, mas a varias e em pontos díspares do planeta.
Preciso é afirmar que se não trata neste caso das revelações de um só Espírito, o qual poderia ver as coisas do seu ponto de vista, sob um só aspecto, ainda dominado por terrenos prejuízos. Tampouco se trata de uma revelação feita exclusivamente a um indivíduo que pudesse deixar-se levar pelas aparências, ou de uma visão extática suscetível de ilusões, e não passando muitas vezes de reflexo de uma imaginação exaltada.
Importante ter em conta também que os Espíritos que nos trazem o molde das afirmativas divulgadoras são de hierarquias diferentes, dos mais elevados aos mais baixos da escala, por intercessão de outros tantos (médiuns) distribuídos pelo mundo demonstrando que a revelação não é regalia de alguém, porque todos tem a oportunidade de fazer prova, ressalvando-a, sem a coação da crença , mas pela singeleza do livre-arbitrio em toda a plenitude .
Tendo em conta a descrição da multíplicidade em forma e estado de sofrimento dos Espiritos imperfeitos, podemos dentro dos parametros do codigo da vida futura , toma-la nos seguintes principos;

-- O sofrimento é inerente à imperfeição.

“ O sofrimento é sinonimo de reeducação do espirito e para evolução do mesmo” Cravo

O sofrimento, aparece de forma diversificadas, mais forte , tenue ou mesmo passivo, porém ele não é sentido, retido com sensibilidade igual, pois uns se dão mais a ele que outros. Claro que neste conceito devemos levar em conta o objetivo do mesmo e sua ingerência em cada individualidade.
Não existem dores iguais, como as individualidades não se fazem pela igualdade, porque todos temos por inerência diversidade na moral, no estado inteletual e espiritual. Assim sendo olhando o estudo de Allan kardec acerca do Codigo Penal da vida futura

- Toda a Imperfeição, assim como toda a falta dela é proporcional, assim traz consigo o proprio castigo nas consequências naturais e inevitaveis, a molestia pune os excessos e da ociosidade nasce o tedio, sem que haja mister de uma condenação especial para cada falta do individuo.

-- Todo o homem pode libertar-se das imperfeições por efeito da vontade, pode igualmente anular os males consecutivos e assegurar a futura felicidade.
Até que os últimos vestígios da falta desapareçam, a expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que lhe são consequentes, seja na vida atual, seja na vida espiritual após a morte, ou ainda em nova existência corporal.

“A reparação consiste em fazer o bem àqueles a quem se havia feito o mal. Quem não repara os seus erros numa existência, por fraqueza ou má-vontade, achar-se-á numa existência ulterior em contacto com as mesmas pessoas que de si tiverem queixas, e em condições voluntariamente escolhidas, de modo a demonstrar-lhes reconhecimento e fazer-lhes tanto bem quanto mal lhes tenha feito. Nem todas as faltas acarretam prejuízo direto e efetivo; em tais casos a reparação se opera, fazendo-se o que se deveria fazer e foi descurado; cumprindo os deveres desprezados, as missões não preenchidas; praticando o bem em compensação ao mal praticado, isto é, tornando-se humilde se se tem sido orgulhoso, amável se se foi austero, caridoso se se tem sido egoísta, benigno se se tem sido perverso, laborioso se se tem sido ocioso, útil se se tem sido inútil, frugal se se tem sido intemperante, trocando em suma por bons os maus exemplos perpetrados. E desse modo progride o Espírito, aproveitando-se do próprio passado. “

” A necessidade da reparação é um princípio de rigorosa justiça. que se pode considerar verdadeira lei de reabilitação morai dos Espíritos. Entretanto, essa doutrina religião alguma ainda a proclamou. Algumas pessoas repelem-na porque acham mais cômodo o poder quitarem-se das más ações por um simples arrependimento, que não custa mais que palavras, por meio de algumas fórmulas; contudo, crendo-se, assim, quites, verão mais tarde se isso lhes bastava. Nós poderíamos perguntar se esse principio não é consagrado pela lei humana, e se a justiça divina pode ser inferior à dos homens? E mais, se essas leis se dariam por desafrontadas desde que o indivíduo que as transgredisse, por abuso de confiança, se limitasse a dizer que as respeita infinitamente.”

Por que hão de hesitar tais pessoas perante uma obrigação que todo homem probo se confere como dever, segundo a capacidade de suas forças?

“Quando esta perspetiva de reparação for inculcada na crença das massas, será um outro freio aos seus desmandos, e bem mais poderoso que o inferno e respectivas penas eternas, visto como interessa a vida em sua plena atualidade, podendo o homem compreender a procedência das circunstâncias que a tornam penosa, ou a sua verdadeira situação.”

“Não olvides que a morte do corpo denso reintegrar-te-á no patrimônio de emoções que amealhaste a benefício ou em desfavor de ti mesmo. Agora que te confias à multiplicidade de idéias e sonhos, anseios e impressões, no campo da própria alma, a dividir-se através dos sentidos que te compõem o mundo sensorial, és qual fonte de vida a espraiar-se no solo da experiência; entretanto, amanhã, serás a síntese de ti próprio, na justa aferição dos valores que a Providência te conferiu.” Emanuel

Em toda parte há Espíritos venturosos e desditosos. Não poderia concluir este artigo sem complementar este assunto dizendo que a localização absoluta das regiões das penas e das recompensas só na imaginação do homem existe. Provém da sua tendência a materializar e limitar-se às coisas, cuja essência infinita não lhe é possível compreender.
Caí aqui a teoria das penas eternas, reforçando a lucidez do estudo e comunicações da revelação espirita nestes trechos extraídos da Bíblia (Antigo e Novo Testamento) Salmo (22:27) :

"Toda a terra se converterá ao senhor e todas as nações adorarão a sua face."
Jeremias (31:34) : "Porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior, perdoarei a maldade de todos e não me lembrarei mais dos seus pecados.";

Ezequiel (33:11) : "Juro pela minha vida, diz o senhor, que não quero a morte do ímpio, mas que ele se converta e viva.";

Joel (2:32) : "Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo."
Mateus (18:24) : "Não é da vontade do vosso Pai que nenhum destes pequeninos se perca.";

Lucas (15:7 e 10) : "Digo-vos que haverá mais alegria no céu pôr um pecador que se arrepende, do que pôr noventa e nove justos que não necessitavam de arrependimento.";
1o Timóteo (2:4) : "Deus quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade. O que Deus quer se cumpre. Sua vontade é soberana!";

Tito (2:11): "Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo a salvação a todos os homens.";

2o Pedro (3:9) : "Ele (o Senhor) é longânimo para convosco, não querendo que nenhum se perca, mas que todos cheguem ao arrependimento."

“Inferno. ceu ou purgatório são jazigos do espírito em dor pôr faltas esculpidas pelo erro, ou em vias de penitência regeneradora."

1ª' Parte, cap. V, "O purgatório", nº 3 e seguintes; e, após, 2ª Parte, cap. VIII, "Expiações terrestres". Vede, também, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, "Bem-aventurados os aflitos".

A cada um segundo as suas obras, no Céu como na Terra: - tal é a lei da Justiça Divina.
Concluindo, toda a falta, por pequena que seja devido às nossas imperfeições terá as suas consequências e as das quais temos que reparar , começando pelo arrependimento.
No entanto é necessário rebater que Deus não é vingativo, bem pelo contrario, somente nós somos legitimos donos da responsabilidade desse sofrimento. tanto no juizo das faltas como na denúncia, pois é de nossa consciência a existência das Leis Naturais.
Agora, é bem certo que nenhum espirito fica e«isento da reoaração dos seus erros.
Quando o remorso não toca o nosso coração, o toque para o reconhecimento de suas fragilidades,aparece pelo enfraquecimento das defesas do proprio espirito, daí brotarem as doenças, as dores e os conflitos, dos quais não lhes damos perceção e não entendemos ou não queremos fazê-lo, dessa forma a lei se imporá e será bem mais clara e então dará cumprimento ao resgaste do espirito.
O Espirito só progride com trabalho e disciplinando seus atos, a ociosidade apenas o retarda e lhe traz mais dor.
A reabilitação oferece-se pela vontade de o homem se querer libertar aos poucos das suas imperfeições e só dessa forma evoluirá e encontrará a sua felicidade, não a obtida aqui neste plano , porque ela é apenas o tramnpolin para uma pasagem menos sofredora e para reforçar a nossa fé de vencer, mas a de preparo para um futuro mais radiante pela mutação dos nossos valores morais , espirituais e inteletuais.
Só o amor nos salvará.
Estamos gratos ao Consolador que nos traz a imensidão da lucidez e retira os dogmas melindrosos, que tanta cegueira trouxeram a um preterito, promiscuo e lastimoso.
Aos Espiritos generosos que nos levantam a cada instante e laboram em busca de ajudar nossas mentes, a serem mais integras e solicitas em respeito pelo próximo e por nós mesmos , tomando como baluarte, Deus acima de todas as coisas

Bibliografia

Biblia Sagrada
Livro Dos Espiritos de Allan Kardec
1ª' Parte, cap. V, "O purgatório", nº 3 e seguintes; e, após, 2ª Parte, cap. VIII, "Expiações terrestres". Vede, também, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, "Bem-aventurados os aflitos".
Trechos extraídos da Bíblia (Antigo e Novo Testamento) Salmo (22:27) :

Victor Passos
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