quinta-feira, 13 de maio de 2010

A Mensagem Que Veio da Galiléia




Há milênios as religiões orientais procuram ensinar ao homem, que a sua relação com Deus, deve ser interior, e não uma relação de obediência pelo medo.

Jesus de Nazaré, também veio trazer essa revelação, mudando o conceito do Deus ditatorial para um Deus pai, amoroso e bom, capaz de compreender e perdoar seus filhos ainda imperfeitos. Em suma, tanto as religiões orientais superiores, quanto a doutrina de Jesus de Nazaré, propõem a iluminação interior do homem.

A grande diferença, entre o pensamento oriental e o do moço carpinteiro que pregou nas praias do mar da Galiléia, é que nas religiões orientais, apenas os iniciados se aprofundam nos mistérios, e somente os que atingiram um estágio superior, sabem da existência de um Deus único. Jesus de Nazaré, seguindo a tradição monoteistas do seu povo, pregava a todos, indiferente do seu grau de conhecimento, a unicidade de Deus.

Se para o povo judeu o Deus único não era novidade, com certeza, o Pai misericordioso de toda a humanidade, era uma nova concepção, diferente do guerreiro, implacável, que pune o pecado na terceira e quarta gerações do pecador.

A mensagem deste moço galileu, carpinteiro e construtor por profissão, era a mais pura e mais bela, desatando os pesados fardos do pecado, das costas da pobre humanidade. Era por isso que ele contrariava o que estava escrito nas leis, e consagradas pela tradição. Foi por isso que ele curou um paralítico no sábado, e mandou que ele pegasse a sua cama e fosse para a sua casa, quando a lei proibia, terminantemente, que um homem carregasse a própria cama no sábado. Foi por isso que ele permitiu aos seus discípulos colher espigas e comê-las num dia em que o trabalho era proibido, assim como partir o pão sem lavar as mãos. Foi, também, por isso que ele perdoou a mulher adúltera, e perdoou a prostituta que lavou seus pés com suas lágrimas.

Foram muitos os que nasceram durante e a partir dessa época, para ajudar a implantar as novas idéias do Messias hebreu, ou Cristo grego.

Pelos séculos a fora, muitos foram sacrificados pelas idéias do Cristo. Infelizmente a mensagem foi contaminada e homens como Jerônimo de Praga, João Huss e tantos outros, foram assassinados. Outros como Lutero e Francisco de Assis não foram mortos, mas foram cerceados em sua liberdade.

Eis, então, que os desígnios de Deus determina que os mortos venham despertar os vivos para a espiritualização. Os fenômenos mediúnicos, que sempre aconteceram, se intensificam, e um desses grandes espíritos reencarnado para uma grande missão, Allan Kardec, cumpre com galhardia a sua tarefa, e sistematiza os fenômenos mediúnicos, trazendo uma nova roupagem para conceitos antigos como, a reencarnação, a imortalidade, a comunicabilidade, a lei de causa e efeito, e outras.

Porém os clérigos, ainda com muito poder, materializaram o seu medo na figura do diabo, e condenaram o Espiritismo como satânico.

Mas conhecer o Espiritismo intelectualmente não significa a compreensão exata da Doutrina Kardequiana, que veio para fazer a ponte entre a ciência e o espiritualismo, para libertar o homem do medo, das angústias, do misticismo, da ignorância sobre as leis espirituais, mas a difusão e assimilação desses conhecimentos, tem sido dificultado pelas tentativas reiteradas de igrejificação desta maravilhosa doutrina. Mas confiamos que o bom senso prevalecerá. Confiamos que o espírita se iluminará interiormente com o Espiritismo, e vivenciará a mensagem de amor e paz, fraternidade e caridade, pregadas pelo moço galileu.

Amílcar Del Chiaro Filho
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